Artigo Anais II CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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A QUESTÃO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO E IDENTIDADE FEMININA NA ESCOLA: ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Palavra-chaves: SEXUALIDADE, EDUCAÇÃO, LIVRO DIDÁTICO Pôster (PO) / Poster Submission Gênero, Sexualidade e Educação Publicado em 14 de outubro de 2015

Resumo

O presente trabalho teve por objetivo analisar o corpus textual concernente às relações de gênero, presentes nos Livros Didáticos de Português (LDPs) do nono ano do ensino fundamental. É inegável que o ensino/aprendizagem deve ser embasado na desconstrução do preconceito e, nessa perspectiva, deve compreender questionamentos sobre os padrões de desigualdade de gênero e incentivar, na escola, a diversidade de comportamento de homens e mulheres, bem como o respeito pelo sexo oposto. Pressupõe-se, portanto que o livro didático, muitas vezes, único aporte de aprendizagem para o aluno, deve dar subsídios suficientes para o desenvolvimento dessa temática, no entanto, através desta pesquisa percebeu-se que nem sempre isso acontece. O desvelamento desta análise se deu através de estudo comparativo entre as abordagens sobre este tema nos livros selecionados, as recomendações e objetivos apresentados nas Diretrizes para elaboração do LDPs e as propostas expressas no caderno de temas transversais – Orientação Sexual - bem como em todo o material dos Parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental. Para tanto, foram avaliados três LDPs de Língua Portuguesa que fazem parte do Plano Nacional do Livro Didático. Problematizou-se, então, quanto à ocorrência da temática das relações de gênero e identidade feminina nos gêneros textuais e fragmentos de texto encontrados nestes LDPs e à forma como essa temática é abordada nas atividades de interpretação/compreensão destes textos. Analisou-se também se houve indicação de práticas complementares ao ensino. Constatou-se que apesar do que se apregoa nos parâmetros vigentes e das muitas conquistas que se refere à discussão sobre a igualdade de gênero na educação, ainda há pouco enfoque nessa temática e quando esta é discutida, persistem os padrões sancionados tradicionalmente que configuram relações de poder do masculino sobre o feminino reproduzindo, assim, desigualdades.

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