Artigo Anais XI CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

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MULHERES ENTRE-TECIDAS: DIÁLOGOS INTERCULTURAIS ENTRE PAULINA CHIZIANE E CHIMAMANDA ADICHIE

Palavra-chaves: PAULINA CHIZIANE, CHIMAMANDA ADICHIE, GÊNERO, AFRICANIDADE Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Estudos literários, Gênero e Sexualidades Publicado em 03 de junho de 2015

Resumo

Ao adentrar na escrita feminina contemporânea as fronteiras da diferença, do silenciamento e das questões de gênero vem à tona. Entendendo a relevância das vozes emergidas no “entre-lugar”, espaço de transformação histórica onde o imaginário em constante (des) construção transcende as barreiras dualistas, mulheres entre-tecidas se propõe a analisar as possibilidades de reflexão sobre o papel da mulher enquanto escritora, buscando verificar as operações estéticas a partir das quais se articulam a potencialidade da palavra à vida e suas intervenções na escritura. Nesta travessia, pretende-se fazer comparações entre duas obras pertencentes ao universo ficcional de escrita feminina africana, inseridas no contexto dito pós-colonial, sendo elas: Niketche: uma história de poligamia da romancista moçambicana, de Paulina Chiziane, e A coisa à volta do teu pescoço, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Intenciona-se perceber como a criação literária destas autoras aponta para um questionamento acerca do discurso hegemônico na literatura, ao se analisar as contradições que caracterizam a sociedade dos países africanos, em suas relações de gênero, em suas sexualidades estabelecidas, tão contestadas por essas escritoras na esfera cultural. Para tanto, ao que concerne a escrita feminina e o lugar subalternizado da mulher, pretende-se buscar amparo nas teorias de Chimamanda Adichie em Somos todos feministas e Spivak em Pode o subalterno falar? Decorrentes da abordagem proposta, temas como a submissão e a rebeldia farão parte desta experiência ficcional e serão, portanto, o objeto de nossas análises e interpretações. Na perspectiva cultural de análise da produção literária, usaremos a teoria de Homi K. Bhabha em O local da cultura.

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