“NÃO FIQUEM PREOCUPADOS COM O DIA DE AMANHÔ (MT 6.34A): OS IMPACTOS DA VIDA ACADÊMICA NA ‘SAÚDE MENTAL’ DE TEÓLOGOS E TEÓLOGAS EM FORMAÇÃO
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Ocasiões como estas nos fazem refletir sobre o propósito da vocação e da profissão. Definições que, embora distintas, não há como serem separadas. No âmbito do protestantismo luterano brasileiro, a formação teológica acadêmica constitui a etapa que antecede o Período Prático de Habilitação ao Ministério e a Habilitação ao Ministério com Ordenação. Essa formação se dá, por meio de instituições de Ensino Superior, vinculadas ao Ministério da Educação e à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Durante o período do Bacharelado em Teologia, a formação salienta a importância da pregação do evangelho e da administração dos sacramentos, para que a fé possa ser despertada e alimentada e a comunidade cristã edificada. Apesar do domínio de teorias e técnicas teológicas, da qual se espera por parte do e da discente, observa-se um certo distanciamento das instituições responsáveis, no cuidado em relação à saúde mental de teólogos e teólogas em formação. Utilizando um referencial teórico baseado em autores e autoras como Brené Brown, Anselm Grün, Byung-Chul Han e Roseli M. Kühnrich de Oliveira, o estudo analisa como as doenças psicossomáticas, desencadeadas pelas condições e rotinas acadêmicas, impactam no processo de formação. Os resultados encontrados revelam que o tema ainda é visto como tabu no meio acadêmico luterano. As condições presentes no ambiente acadêmico podem alterar ou interferir nos e nas estudantes, como indivíduos, com os outros e com a própria formação. Há uma lacuna de materiais de cunho científico a respeito da temática, principalmente na dificuldade em articular a formação acadêmica luterana com a saúde mental." 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Esse movimento não é fortuito: ele responde às complexas demandas de um tempo marcado pela intensificação das vulnerabilidades humanas, pela reconfiguração das práticas educativas e pela necessidade urgente de pensar a formação integral como experiência ética, estética e política. <br />\r\n Em meio a essas tensões, torna-se incontornável reconhecer que a ideologia neoliberal, ao infiltrar-se nos discursos e práticas escolares, tende a mecanizar e tecnicizar o sujeito, reduzindo-o a um conjunto de competências performáticas e mensuráveis. <br />\r\n Nesse contexto, o humano é convocado a alinhar-se a metas, índices e protocolos que desconsideram a densidade afetiva da existência, transformando a escola em espaço de constante vigilância e produtividade. A centralidade atribuída às avaliações externas e às políticas educacionais orientadas por resultados, frequentemente inspiradas em modelos gerenciais importados do setor empresarial, reforça uma lógica tecnocrática que reduz a complexidade dos processos formativos a indicadores numéricos, rankings e metas de desempenho. <br />\r\n Tais políticas, ao priorizarem métricas padronizadas e currículos prescritivos, tornam-se cúmplices de práticas pedagógicas que privilegiam competências operacionais em detrimento da formação integral, limitando o papel da escola à preparação para testes e ignorando a riqueza emocional, cultural e social que compõe a vida dos sujeitos. <br />\r\n Nesse cenário, as diferenças são tratadas como desvios a serem corrigidos, e não como expressões legítimas da pluralidade humana. Estudantes que não se encaixam no modelo idealizado, seja por trajetórias diversas, ritmos distintos, contextos de vulnerabilidade ou modos singulares de ser, estar, sentir e aprender, acabam excluídos simbolicamente por políticas que prometem equidade, mas reforçam desigualdades estruturais. <br />\r\n Interpelar essa lógica é reconhecer que a Educação Emocional não emerge como adendo periférico às práticas escolares, mas como crítica contundente a uma racionalidade pública que esvazia o sentido da educação, reafirmando que formar sujeitos não é treiná-los para performar, mas acompanhá-los na construção sensível, ética e plural de modos de existir.<br />\r\n A Educação Emocional emerge não como contraponto ingênuo, mas como resistência crítica: ela afirma a centralidade das emoções, da sensibilidade e da experiência compartilhada, devolvendo à educação sua tarefa essencial de humanizar, cultivar vínculos e possibilitar que cada sujeito exista para além das engrenagens que tentam reduzi-lo. 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O expressivo número de submissões desta edição – mais de 150 trabalhos, advindos de diferentes regiões, campos disciplinares, perspectivas teóricas e experiências formativas – evidencia a vitalidade do tema e o desejo coletivo de compreender as emoções não apenas como objeto de estudo, mas como potência formadora. <br />\r\n Nesta pluralidade, convivem pesquisas sobre saúde mental, práticas docentes, metodologias ativas, arte, esportes, espiritualidade, infância, juventude, vulnerabilidades sociais, tecnologias, currículo, inclusão e tantos outros caminhos epistemológicos-teóricos- metodológicos que mostram que a Educação Emocional não cabe em delimitações rígidas: ela transborda.<br />\r\n Os trabalhos aqui reunidos ampliam essa tessitura ao revelar que educar emocionalmente é cultivar um exercício contínuo de presença, escuta e responsabilização. Cada pesquisa, relato, intervenção pedagógica, análise reflexiva ou proposta metodológica parte de um lugar singular, mas converge para um compromisso comum: compreender como os afetos atravessam o cotidiano educacional e como podem produzir modos mais éticos, dialógicos e humanizadores de existir com os outros na escola, na família e em tantos outros espaços-tempos. Assim, o GT reafirma sua vocação como lócus de acolhimento e rigor acadêmico, no qual a sensibilidade não se opõe à ciência, mas a ela se articula como dimensão epistemológica.<br />\r\n Que este e-book, portanto, possa testemunhar a potência das ideias, das práticas e das vivências que se inscrevem no campo da Educação Emocional. Que ele inspire outras pesquisas, outras vozes, outras experiências que reconheçam, nas emoções, um terreno fértil para pensar a educação como processo integral, dialógico e comprometido com a dignidade humana. 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O expressivo número de submissões desta edição – mais de 150 trabalhos, advindos de diferentes regiões, campos disciplinares, perspectivas teóricas e experiências formativas – evidencia a vitalidade do tema e o desejo coletivo de compreender as emoções não apenas como objeto de estudo, mas como potência formadora. <br />\r\n Nesta pluralidade, convivem pesquisas sobre saúde mental, práticas docentes, metodologias ativas, arte, esportes, espiritualidade, infância, juventude, vulnerabilidades sociais, tecnologias, currículo, inclusão e tantos outros caminhos epistemológicos-teóricos- metodológicos que mostram que a Educação Emocional não cabe em delimitações rígidas: ela transborda.<br />\r\n Os trabalhos aqui reunidos ampliam essa tessitura ao revelar que educar emocionalmente é cultivar um exercício contínuo de presença, escuta e responsabilização. 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E que, ao celebrar a pluralidade dos trabalhos aqui apresentados, reafirmemos que sentir, compreender e transformar são movimentos inseparáveis na construção de uma educação mais justa e profundamente humana.<br />\r\n """ "apresentacao" => null "organizadores" => """ Paula Almeida de Castro <br />\r\n Tatiana Cristina Vasconcelos """ "conselho_editorial" => """ ANA MARIA SOTERO PEREIRA<br />\r\n BRUNA CARVALHO<br />\r\n EVELINE DA SILVA MEDEIROS BATISTA<br />\r\n IRANETE DE ARAÚJO MEIRA<br />\r\n IRINALDO CAETANO MARQUES<br />\r\n JOSELITO SANTOS<br />\r\n MARCIA CRISTINA ARAÚJO LUSTOSA SILVA<br />\r\n MARIA DAS DORES TRAJANO RIBEIRO<br />\r\n MARIEUNICE PEREIRA CAMPOS DOS SANTOS<br />\r\n NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n RODINEY MARCELO BRAGA DOS SANTOS<br />\r\n ROSEMARY ALVES DE MELO<br />\r\n SYANA MONTEIRO DE ALNCAR RAMOS<br />\r\n TANIA SERRA AZUL MACHADO BEZERRA<br />\r\n TATIANA CRISTINA VASCONCELOS """ "ficha_catalografica" => "69e68aff78a6e_20042026172223.pdf" "arquivo" => "20042026091520-CONEDU---EDUCACAO-EMOCIONAL--VOL-4-.pdf" "arquivo_alterado" => 1 "ano_publicacao" => 2026 "created_at" => "2025-08-04 16:47:04" "updated_at" => "2026-04-22 08:15:46" "ativo" => 1 ] #changes: [] #casts: array:16 [ "id" => "integer" "edicao_id" => "integer" "codigo" => "string" "capa" => "string" "titulo" => "string" "prefacio" => "string" "apresentacao" => "string" "organizadores" => "string" "conselho_editorial" => "string" "ficha_catalografica" => "string" "arquivo" => "string" "arquivo_alterado" => "boolean" "ano_publicacao" => "integer" "created_at" => "datetime" "updated_at" => "datetime" "ativo" => "boolean" ] #classCastCache: [] #attributeCastCache: [] #dates: [] #dateFormat: null #appends: [] #dispatchesEvents: [] #observables: [] #relations: [] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:16 [ 0 => "edicao_id" 1 => "codigo" 2 => "capa" 3 => "titulo" 4 => "descricao" 5 => "prefacio" 6 => "apresentacao" 7 => "organizadores" 8 => "conselho_editorial" 9 => "ficha_catalografica" 10 => "arquivo" 11 => "arquivo_alterado" 12 => "ano_publicacao" 13 => "created_at" 14 => "updated_at" 15 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] } ] #escapeWhenCastingToString: false } ] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:23 [ 0 => "publicacao_id" 1 => "volume" 2 => "numero" 3 => "url" 4 => "nome" 5 => "nome_evento" 6 => "descricao" 7 => "pasta" 8 => "logo" 9 => "capa" 10 => "timbrado" 11 => "periodicidade" 12 => "idiomas" 13 => "pais" 14 => "inicio_evento" 15 => "final_evento" 16 => "ano_publicacao" 17 => "data_publicacao" 18 => "autor_corporativo" 19 => "visualizar_artigo" 20 => "created_at" 21 => "updated_at" 22 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] -periocidade: array:10 [ 0 => "Diária" 1 => "Semanal" 2 => "Quinzenal" 3 => "Mensal" 4 => "Bimestral" 5 => "Trimestral" 6 => "Semestral" 7 => "Anual" 8 => "Bienal" 9 => "Trienal" ] -idioma: array:3 [ 0 => "Português" 1 => "Inglês" 2 => "Espanhol" ] } ] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:13 [ 0 => "edicao_id" 1 => "trabalho_id" 2 => "inscrito_id" 3 => "titulo" 4 => "resumo" 5 => "modalidade" 6 => "area_tematica" 7 => "palavra_chave" 8 => "idioma" 9 => "arquivo" 10 => "created_at" 11 => "updated_at" 12 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] }