Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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GESTÃO SOCIAL, JUVENTUDE E PROCESSOS EDUCATIVOS: A EXPERIÊNCIA DO PROJETO GESTÃO SOCIAL NAS ESCOLAS

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO, PROTAGONISMO JUVENIL, GESTÃO SOCIAL Comunicação Oral (CO) MOVIMENTOS SOCIAIS, SUJEITOS E PROCESSOS EDUCATIVOS Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

O Projeto Gestão Social nas Escolas (PGSE) é uma iniciativa oriunda do Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Gestão Social (LIEGS), pertencente à Universidade Federal do Cariri (UFCA) que nos anos de 2011 a 2013, realizou diversas ações com foco no desenvolvimento do protagonismo juvenil e na mobilização dos atores sociais em prol da transformação da realidade local. As práticas realizadas foram direcionadas aos estudantes do primeiro ano do Ensino Médio de três escolas públicas da cidade de Juazeiro do Norte, no estado do Ceará. A metodologia do PGSE, composta por jogos cooperativos, dinâmicas de grupo, rodas de conversa e vivências educativas, foi criada pautando-se nos princípios emancipatórios da Gestão social, objetivando fortalecer ações de protagonismo nas escolas e na comunidade onde os jovens residem. As ações do projeto foram dividas em três etapas: primeiro foi feito um processo de sensibilização, onde os estudantes puderam trabalhar aspectos relacionados ao desenvolvimento do empoderamento, da autonomia e do pertencimento territorial. Na segunda fase foram construídos projetos de intervenção voltados para as necessidades encontradas pelos alunos na localidade ondem residem, que se delinearam tanto em ações pontuais de caráter educativo quanto em ideias voltadas ao empreendedorismo social. Na última fase foi feito o acompanhamento e concretização dos empreendimentos sociais, em parceria com a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares e Solidários (ITEPS-UFCA). A partir da análise dos resultados obtidos nas três fase concluídas, observamos que os jovens conseguiram de fato vivenciar o processo de protagonismo juvenil através do desenvolvimento de habilidades, como por exemplo a participação ativa e a diminuição da timidez, aprendidas ao longo do processo. Também foi visto que estas competências aprendidas não se restringiram ao ambiente escolar, sendo replicadas também em várias áreas da vida dos estudantes. Concluímos que as experiências realizadas mostram a relevância de se investir em espaços práticos-reflexivos de aprendizagem no ambiente escolar, levando em consideração a aplicabilidade dos conceitos inerentes a gestão social neste espaço. Acreditamos que a aplicação desse projeto pôde ampliar os espaços emancipatórios a partir do desenvolvimento de habilidades, por meio de atividades educativas fundadas na gestão social.

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