Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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RELAÇÃO DO VOLUME EXPIRATÓRIO FORÇADO NO PRIMEIRO SEGUNDO E O ESTADO NUTRICIONAL EM ADOLESCENTES ESCOLARES.

Palavra-chaves: CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL, ÍNDICE DE MASSA CORPORAL., ESPIROMETRIA. Pôster (PO) Saúde Pública Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

INTRODUÇÃO: A obesidade é uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT) causada pelo aumento de tecido adiposo no organismo, como decorrência de múltiplos fatores, dentre eles os ambientais e comportamentais. Esta deposição de gordura é responsável por ocasionar repercussões sistêmicas nos indivíduos, dentre elas destaca-se as anormalidades na ventilação/perfusão e a redução da função respiratória. Esta última, ocorre através da diminuição da expansibilidade torácica e do comprometimento da musculatura diafragmática, que reduz a complacência pulmonar, sobrecarregando os músculos inspiratórios. OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional e o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) entre adolescentes escolares da rede pública de Campina Grande-PB. MÉTODOS: Estudo transversal, quantitativo, realizado entre setembro e novembro/2012 com 85 adolescentes escolares entre 15 e 19 anos. Avaliou-se o estado nutricional através da Circunferência Abdominal (CA), sendo considerado como aumentado valores acima de 88 cm para meninas e 102 para os meninos; Índice de Massa Corporal (IMC), sendo o escore-z de IMC-Idade para adolescentes de 10 a 18 anos: baixo peso (≥ Escore-z -3 e < Escore-z -2), eutrofia (≥ Escore-z -2 e < Escore-z +1), sobrepeso (≥Escore-z +1 e < Escore-z +2), obesidade (≥ Escore-z +2). E para os de 19 anos, baixo peso (< 17,5), eutrofia (≥ 17,5 e < 25,0), sobrepeso (≥ 25,0 e <30), obesidade (≥ 30,0). A função pulmonar foi avaliada pelo exame de espirometria, utilizando-se o volume expiratório forçado no primeiro segundo. Foi utilizado o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, versão 17.0) para o processamento das análises estatísticas. Foi realizada análise descritiva da CA, IMC e (VEF1), sendo utilizada a média como medida de tendência central. Para estas variáveis também foi testada a distribuição de normalidade, através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Para verificar a relação entre as variáveis contínuas (valores obtidos VEF1, IMC e circunferência abdominal) calculou-se o coeficiente de correlação de Pearson ou Spearman. Foi considerado um nível de significância de 5% para as análises. RESULTADOS: Em relação ao estado nutricional, os meninos apresentaram maiores médias de índice de massa corporal 23,1 (±4,8) e circunferência abdominal, 77,8 (±13,0). Não foi observada associação do aumento do VEF1 (l) com o aumento do IMC e circunferência abdominal. CONCLUSÃO: Não foi observada nenhuma associação do estado nutricional com a função pulmonar.

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