Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO INSTITUTO MÉDICO LEGAL NO MUNICIPIO DE JUAZEIRO DO NORTE-CEARÁ

Palavra-chaves: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, SAÚDE DA MULHER, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Pôster (PO) Saúde Coletiva Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

Introdução: A violência doméstica contra a mulher e suas diversas formas e eventos, especialmente os casos de agressão física, ocorre em menor frequência nos casos de violência sexual, já que devido à falta de registro nos laudos analisados, não foi possível constatar os casos de agressões psicológicas e moral. Objetivo: Verificar o perfil epidemiológico de mulheres vítimas de violência doméstica, no Instituto Médico Legal, no município de Juazeiro do Norte, Ceará. Método: Estudo descritivo, documental, com abordagem quantitativa. O cenário para a pesquisa foi o Instituto Médico Legal, no qual foram analisados 363 laudos periciais de corpo delito de mulheres vítimas de violência sexual no período de janeiro a dezembro de 2012. Utilizou-se um formulário para levantamento dos dados. A análise e tabulação de dados foram executadas através do programa Microsoft Office Excel 2007, sendo os resultados dispostos em tabelas e gráficos. Para maior segurança do sigilo foi utilizado um documento que é o termo de fiel depositário. Resultados: O resultado da pesquisa mostrou que a prevalência da violência doméstica contra a mulher de acordo com o perfil epidemiológico apresentou um maior índice no mês de março (16%). Em relação a caracterização da clientela em estudo, o que prevaleceu foram as mulheres com idade entre 18 e 33 anos (65%); a escolaridade com ensino fundamental incompleto 31%; as solteiras foram as que mais relataram as agressões 61%; em relação a ocupação profissional, a doméstica mostrou-se em 40% e quanto ao local de procedência a zona urbana mostrou índice de 93%. No que se refere à caracterização da pesquisa, o tipo de violência física destacou-se com 98%, finalizando com o tipo de agressor com 50% sendo marido ou companheiro. Conclusão: A alta prevalência das violências praticadas contras as mulheres em seu cotidiano ainda são preocupantes e difícil de serem controladas. Os resultados deste estudo chamam a atenção para as necessidades de novas ações para proteger esse público e que haja mais interesse em implementar estratégias que venham a minimizar os índices dessas ocorrências.

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