Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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“SAPATÃO”, “BICHA”, “MULHERZINHA”: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA VIVÊNCIA ESCOLAR DO PÚBLICO LGBT DO RECIFE

Palavra-chaves: GÊNERO, SEXUALIDADE, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, LGBT Comunicação Oral (CO) GT 07 - Gênero, Sexualidade e Educação

Resumo

Este trabalho compartilha uma pesquisa ainda em andamento com uma amostra do público LGBT da cidade do Recife e zona metropolitana que investiga as Representações Sociais construídas por esse público sobre sua vivência na escola. Como introdução, apresentamos de forma breve o cenário político-educacional do Brasil, em que os temas de gênero e sexualidade foram excluídos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e uma abordagem terapêutica de “cura gay” é lançada na área jurídica, possibilitando tratamentos psicológicos de “reorientação sexual”, fatos que resultam na naturalização contra o preconceito e a discriminação sexual. Elegemos como aporte teórico a Teoria das Representações Sociais (RS) de Moscovici (1978) e pensadoras feministas. Parte da pesquisa foi realizada na 16ª parada da diversidade sexual, a outra, em andamento, na plataforma de questionários formulada pela ferramenta Google Drive, já coletou o questionário de 50 pessoas, entre lésbicas, gays, bissexuais, pansexuais, transgêneras e não-binárias. Para coleta de dados, utilizamos a Técnica de Associação Livre de Palavras (ALP), em que foram evocadas 150 palavras, através do estímulo indutor “A vivência LGBT na escola é…”. Os dados coletados foram organizados e analisados em três campos semânticos conforme os ensinamentos de Bardin (2011), enfatizando a Análise de Conteúdo, desde uma perspectiva da interseccionalidade pensada por Audre Lorde e outras autoras negras. O estudo revelou uma representação construída em torno de referenciais socioculturais, afetivos e psicológicos. Podemos concluir, inicialmente, que é preciso discutir os temas de gênero e sexualidade, com a finalidade de diminuir os preconceitos e discriminações contra a comunidade LGBT. Sugerimos que outras pesquisas sejam desenvolvidas utilizando essa temática, de forma que contribua e fomente as discussões de LGBTfobia na escola.

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