Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

REVISITAR A HORTA E A IDENTIDADE: O PERTENCIMENTO CAMPONÊS NO CURSO DE AGROECOLOGIA DA ESCOLA VALDEMIRO PEDRO VIANA EM APODI/RN

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO DO CAMPO, AGROECOLOGIA, PERTENÇA Comunicação Oral (CO) GT 05 - Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

A compreensão do sentimento de pertença ao campo encontra na escola rural um “laboratório” adequado de observação desse fenômeno. Sabe-se que o Campo não se abstraiu à dinamicidade das mudanças sociais e que até mesmo na implantação de programas e políticas educacionais essas mudanças podem ser notadas. Os novos cursos técnicos que chegam agora a mais escolas brasileiras, tornam-se ambientes pedagógicos propícios à observação, sobretudo quando temos um curso que discute no chão da escola rural, não apenas o manejo do solo ou a agricultura sustentável, mas o “lugar social” do nativo nesse contexto. Estudar o cotidiano escolar camponês é compreender o desafio de analisar um lócus culturalmente híbrido, feito de resistência, mas também de diálogo, de calmaria, mas principalmente de conectividade e barulho criador; o estudante camponês talvez viva na contemporaneidade, a quebra de paradigmas dicotômicos e é preciso que ele saiba o que fazer e como se posicionar à esse rompimento. Este artigo objetiva discutir a atuação do curso técnico de Agroecologia na Escola Estadual Valdemiro Pedro Viana em Apodi/RN. O curso foi concebido por iniciativa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC e atuou na escola no biênio 2014-2016. Buscaremos compreender de que modo os alunos ressignificam o pertencimento ao Campo a partir de práticas e metodologias vivenciadas no curso técnico. A partir da problematização da realidade freireana nossa metodologia se ocupará em desenvolver um estudo sociocultural com base no estudo da realidade e da ação-reflexão-ação. Um aspecto relevante nesse contexto é entender a importância da identidade cultural em cada um, do quanto seu reconhecimento é salutar para a aprendizagem, promovendo a “assunção” do ser, apregoada e defendida pelo grande Paulo Freire. No caso do aluno camponês, essa assunção é cultivada no seio da terra, no romantismo e na quietude do lugar, mas também na dinamicidade das novas conexões, tecnológicas e sociais que o campo pode fazer a partir do protagonismo de seus atores.

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