Artigo Anais III CIEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2318-0854

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A ASSISTÊNCIA AO PACIENTE FORA DA POSSIBILIDADE TERAPÊUTICA: UMA VISÃO DOS ACADÊMICOS DO CURSO DE ENFERMAGEM

Palavra-chaves: TERMINALIDADE, TRATAMENTO PALIATIVO, PROCESSO DE MORTE E MORRER Pôster (PO) Cuidados paliativos: percurso e terminalidade Publicado em 15 de junho de 2013

Resumo

INTRODUÇÃO: No cuidado paliativo o alívio da dor, a diminuição do sofrimento, o respeito e a compreensão e a dignidade, funcionam como apoio no momento final da vida, proporcionando conforto, bem-estar e uma morte digna. A assistência de enfermagem deve ser pautada em decisões e comportamentos éticos que reduzam a angustia e o sofrimento de pacientes e familiares que vivenciam um diagnóstico fora da possibilidade terapêutica de cura. OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo verificar se os acadêmicos do último período do curso de Enfermagem estão preparados para oferecerem assistência aos pacientes e familiares com diagnóstico fora da possibilidade terapêutica e abordar que o cuidar não se resume a doença, uma vez que consiste na arte de assistir e oferecer condutas que podem proporcionar o alívio da dor e diminuição do sofrimento, apoiando suas decisões quando for possível e reconhecendo seu lugar ativo, sua autonomia, seus desejos, permitindo chegar ao momento da morte com dignidade. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa, desenvolvido a partir de pesquisa de campo com acadêmicos do último período de enfermagem, buscando compreender as experiências humanas dentro do seu contexto natural, onde o próprio pesquisador não é capaz de influenciá-lo. Foram entrevistados 40 alunos que irão prestar assistência aos pacientes e familiares que vivenciam um diagnóstico fora da possibilidade terapêutica., ou seja, 43% da população. As entrevistas foram gravadas e transcritas integralmente. Os dados foram analisados segundo a metodologia da análise do conteúdo, que propõe um conjunto de técnicas de análise da comunicação verbal, aplicados aos discursos, para obter indicadores, qualitativos, que permitem a descrição do conteúdo das mensagens dos entrevistados. Respeitando-se as três fases: a) pré-análise, b) exploração do material e c) tratamento dos resultados e interpretação. RESULTADOS: O paciente terminal na visão dos acadêmicos deve ser visto enquanto pessoa, que possui desejos, sentimentos, decisões e necessidades geradoras de conflitos que devem ser esclarecidas com valorizações e respeito. Fornecer o cuidado e uma boa qualidade de vida para pacientes e familiares que estão próximo à morte é estar presente no momento que eles mais precisam, é uma das experiências mais recompensadora para o profissional devido à confiança do paciente e orgulho de um cuidado prestado de modo respeitoso e humanizado. CONCLUSÃO: Não basta o acadêmico apenas compreender e saber realizar técnicas assistências e aplicar intervenções diagnósticas e terapêuticas é preciso compreender as necessidades e limitações, como e quando falar, calar e escutar, como se comportar enfrente a um paciente e familiar que vivenciam diagnóstico fora da possibilidade terapêutica de cura. A capacidade que o cuidado paliativo tem é considerada um processo no qual a compreensão, solidariedade e o afeto pode desenvolver enfrentamento, superação e conforto perante as pessoas que vivenciam tais experiências no termino da vida.

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