Artigo Anais CONBRALE

ANAIS de Evento

ISSN: 2594-5017

Visualizações: 201
A (RE)CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR NA ATUAÇÃO COMO SUPERVISOR DO PIBID

Palavra-chaves: FORMAÇÃO CONTINUADA, IDENTIDADE DOCENTE, APRENDIZAGEM, PIBID Comunicação Oral (CO) ET 05 - METODOLOGIA, DIDÁTICA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Resumo

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID possibilita inserir o supervisor num processo de formação continuada, o qual pode influenciar decisivamente a (re)construção da identidade do professor. Este trabalho objetiva discutir os conceitos de aprendizagem e de identidade docente a partir da análise de entrevistas com quatro supervisores do subprojeto PIBID/Letras – Língua Portuguesa, nas quais eles falam sobre a contribuição que o Programa traz para que ocorram mudanças em suas práticas de sala de aula. A discussão toma como referência o que postula Wenger (2001) sobre uma teoria social da aprendizagem; e Kersch e Carnin (2016), que tratam da transformação possibilitada pela formação continuada para o processo de (re)construção da identidade do professor, a partir dos eventos e práticas de letramento que vivenciam durante a formação. Nessa perspectiva, a análise das falas dos professores entrevistados confirmou que os eventos e as práticas de letramento possibilitados pelo processo formativo constituem-se numa atividade amplamente reflexiva, que favorece a reconstrução da identidade profissional do professor, instaurada pela formação cooperativa que, no caso deste trabalho, inclui reuniões de avaliação e planejamento, escrita acadêmica, participação em eventos, dentre outros. Este trabalho buscou desvendá-los, através de um “olhar microanalítico” (KLEIMAN, 2008), a fim de compreender como os processos que se constroem no contexto da formação influenciam as mudanças que ocorrem na prática docente do professor supervisor do PIBID. Inferiu-se, assim, que a formação possibilita ao professor, transformar-se e transformar suas práticas através da relações dialógicas, construir e reconstruir práticas que, muitas vezes, eles mesmos não compreendem, não se dão conta de que não só protagonizam, mas também contribuem significativamente para transformações de si mesmos e do outro, no cotidiano da escola.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.