Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

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OFICINAS DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO DIABETES MELLITUS: UMA EXPERIÊNCIA NOS GRUPOS DE HIPERDIA E DE IDOSOS NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL, METODOLOGIAS ATIVA, DIABETES MELLITUS Tema Livre (TL) / Oral Papers Submission AT-2: PRÁTICAS CLÍNICAS E TERAPÊUTICAS

Resumo

RESUMO O diabetes mellitus-DM é um problema de saúde que quando bem controlado evita hospitalizações e mortes, sendo a atenção nutricional de suma importância tanto para o retardo de complicações relacionadas á doença quanto para prevenção, integrando o conjunto de autocuidado e educação em saúde (BRASIL,2013). Nesse sentido com o objetivo de contribuir para adoção de hábitos alimentares saudáveis, incentivando a prevenção e o controle do DM, a coordenação da Política de Saúde do Idoso juntamente com a coordenação da Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Municipal de Saúde do município de Mossoró-RN iniciaram oficinas de Educação Alimentar e Nutricional nos grupos Hiperdia da Secretaria Municipal de Saúde e de idosos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Juventude. Trabalhando o eixo da prática terapêutica relacionada a esse agravo com uma abordagem reflexiva impulsionada pelo uso de metodologias ativas, essas oficinas vem contribuindo para promoção do autocuidado, despertando os idosos para reflexão sobre sua realidade, favorecendo atribuições de novos significados ao ato de comer e aos seus hábitos alimentares. As metodologias ativas como afirma Mitre et all (2008) estão alicerçadas em um princípio teórico significativo: a autonomia, e assim sendo as atividades estão sendo realizadas respeitando o conhecimento prévio dos participantes levando em consideração que no processo de trabalho cuja finalidade é produzir saúde a reflexão é fundamental (BRASIL,2009). Assim, essa experiência foi sistematizada em cinco momentos: no primeiro momento ocorre a acolhida através de uma dinâmica de integração que enfatiza a temática da alimentação e proporciona a comunicação entre os participantes, no segundo momento utilizando a dinâmica da batata quente a participação de todos é incentivada, incluindo um diálogo sobre os carboidratos tendo como exemplo a batata. Logo em seguida ocorre um levantamento dos participantes que não realizaram exame de glicemia nos últimos 6 meses para encaminhamentos a Unidade Básica de Saúde da sua área. Incluindo também a preocupação com o controle dos níveis pressóricos para prevenção de complicações cardiovasculares é realizado a oficina de sal de ervas, distribuindo amostras do sal para todos os participantes presentes e para consumo nas refeições fornecidas nos grupos. No encerramento é realizado uma avaliação para obtenção de resultados e sugestões, onde toda construção do conhecimento é alicerçada pelo processo de ação-reflexão-ação, observando a participação ativa dos idosos e os seus depoimentos. Os resultados foram considerados satisfatórios, onde os participantes destacaram como novidade a oficina do sal de ervas e muitos tiveram a oportunidade de desvincular a ideia que o açúcar menos processado por ser considerado mais saudável pode ser utilizado por diabéticos. Além disso, observou-se a grande importância dos encaminhamentos para os exames de glicemia, onde houve a detecção de idosos pré diabéticos e alguns diabéticos. Portanto, essas Oficinas tendo como foco a prevenção do diabetes mellitus e a redução de riscos associados á doença se constitui um momento para esclarecimentos de dúvidas, incentivo a práticas alimentares saudáveis e motivação para o acompanhamento periódico dos níveis glicêmicos.

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