Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

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FUNCIONALIDADE EM UM GRUPO DE IDOSOS ATIVOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DE PROJETO INTERDISCIPLINAR

Palavra-chaves: IDOSOS, FUNCIONALIDADE, AVALIAÇÃO Pôster (PO) / Poster Submission AT-12: ENVELHECIMENTO E INTERDISCIPLINARIDADE Publicado em 23 de novembro de 2016

Resumo

INTRODUÇÃO: O envelhecimento é caracterizado por ser fenômeno universal, biológico, cultural e social. Nas últimas décadas, o número de idosos no Brasil vem aumentando de forma considerável, de tal forma a ser apontado futuramente como o um dos países com maior número de pessoas nessa faixa etária. Com a crescente idade, as limitações funcionais e as diversas doenças que acometem o idoso surgem, o que por sua vez interfere significativamente na qualidade de vida. Dentre os vários instrumentos utilizados para avaliar a capacidade funcional do idoso, destaca-se a aplicação da medida de independência funcional (MIF), que é um instrumento para avaliar restrições funcionais de várias origens, tendo sido desenvolvida na América do Norte na década de 1980. OBJETIVO: Aplicar a Medida de independência funcional em grupo de idosos ativos. METODOLOGIA: A presente pesquisa tratou-se de um estudo de campo, descritivo e de caráter exploratório, com abordagem quantitativa, realizado na clínica-escola de fisioterapia da Faculdade de Ciências médicas da Paraíba. Foram entrevistados 20 idosos que fazem parte de um projeto interdisciplinar de pesquisa intitulado: Análise dos indicadores relacionados ao envelhecimento bem-sucedido. O instrumento utilizado na coleta de dados foi a Medida de independência funcional (MIF), que avalia 18 itens dividido em duas dimensões (motora e cognitiva) e em 6 categorias (auto cuidado, controle dos esfíncteres, mobilidade, locomoção, comunicação e cognição social), sendo as quatro primeiras motoras e as duas últimas cognitivas.Cada item é avaliada e recebe uma pontuação que parte de 1 (dependência total) a 7 (independência completa), variando entre 18 a 126 pontos, quanto maior a pontuação alcançada mais independente o idoso se apresenta .A análise dos dados foi realizada através de estatística simples por meio de média e percentagem.RESULTADOS: Foram 16 mulheres e 4 homens, com idade média de 66,5 anos. Dos 20 idosos que foram submetidos à aplicação do instrumento, 17 (85%) obtiveram resultado acima de 104 pontos, categorizando-os como completamente independentes, dos quais 8 (40%) obtiveram pontuação máxima (126 pontos), tendo como média de pontuação 122 pontos. Os 3 pacientes não independentes (15%), de pontuação inferior a 104 pontos, foram classificados como tendo uma dependência modificada, com média de pontuação 85,6 pontos. À análise das duas grandes dimensões, a maioria dos pacientes teve uma autonomia motora melhor preservada comparada à cognitiva. Do total, 11 idosos (55%) tiveram pontos reduzidos em pelo menos uma das duas categorias cognitivas e 3 (15%) tiveram pontos reduzidos das duas. À dimensão motora, 9 usuários (45%) apresentaram ao menos uma das 4 categorias com pontuação reduzida, 3 (15%) apresentaram 2 categorias com menor pontuação, 1 (5%) com 3 categorias com pontuação reduzida e 1 (5%) com todas elas diminuídas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Destaca-se a necessidade da abordagem de forma holística do paciente, com instrumentos que diversos profissionais de saúde possam utilizar, incluindo a Medida de independência funcional.

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