Artigo Anais I CONBRACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2525-6696

ANÁLISE DO CONSUMO ALIMENTAR DE FAMÍLIAS COM BAIXA RENDA DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA/PB

Palavra-chaves: INSEGURANÇA ALIMENTAR, ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA, CARDÁPIOS Comunicação Oral (CO) AT-06: NUTRIÇÃO Publicado em 15 de junho de 2016

Resumo

Quando os hábitos alimentares são analisados do ponto de vista econômico, a qualidade e a variedade dos alimentos mudam conforme o poder aquisitivo da população, tendo a população de baixa renda maior vulnerabilidade às deficiências nutricionais, que decorrem do aporte alimentar insuficiente em energia e nutrientes. A insegurança alimentar moderada e grave concentra-se em famílias com maior número de membros, menor renda, maior aglomeração intradomiciliar, expostas a condição de saneamento básico precária e cujos responsáveis e membros têm menor escolaridade. Não é novidade, na nossa realidade social, a identificação de que parcela expressiva da população brasileira vive em condição de insegurança alimentar ou fome, do mesmo modo que não surpreende a sua distribuição desigual nos diferentes estratos sociais. O presente estudo teve como objetivo analisar qualitativamente se famílias de baixa renda conseguem manter uma alimentação equilibrada de acordo com as recomendações da pirâmide alimentar, levando em consideração suas escolhas alimentares e renda mensal, investigar o consumo alimentar de três famílias de baixa renda do município de João Pessoa/PB. Esta pesquisa constitui um estudo de campo do tipo transversal, quanto aos objetivos, de estudo de caso, segundo os procedimentos de coleta, com abordagem quali-quantitativa. Para avaliação do consumo alimentar, foram aplicados três recordatórios de 24 horas, sendo dois referentes ao consumo alimentar entre segunda e sexta-feira e um recordatório referente à alimentação realizada no sábado ou domingo, sendo realizado com três famílias, com renda mensal de até 1 salário mínimo per capita, cuja residência estava localizada no município de João Pessoa-PB. Os dados obtidos foram comparados com as recomendações da Pirâmide Alimentar de 1996, para população brasileira, classificando a dieta em equilibrada ou não. A partir da análise dos resultados, pôde-se constatar que as famílias participantes da pesquisa não tinham uma alimentação equilibrada, porém, provavelmente esta inadequação não era devido à baixa renda, mas sim à má seleção de alimentos. Ao avaliar o consumo alimentar com base nas recomendações da Pirâmide Alimentar, observou-se que apenas o grupo das leguminosas e dos cereais estavam sendo consumidos em quantidades adequadas, enquanto que os grupos das carnes, doces e gorduras estavam sendo consumidos de forma excessiva. Já os grupos das hortaliças, frutas e laticínios estavam sendo consumidos de forma deficiente, favorecendo assim a manutenção de uma dieta desequilibrada e proporcionando o surgimento de patologias diversas relacionadas a má nutrição. Considera-se ser possível manter uma alimentação adequada, mesmo com poucos rendimentos, já que existem métodos que auxiliam a reduzir o custo do cardápio, como já citados neste trabalho, incluindo a elaboração de uma cartilha com receitas de aproveitamento integral dos alimentos contribuindo para redução nos custo com alimentação e proporcionar uma alimentação saudável para as famílias em estudo. do que, muitas pessoas gastam dinheiro com alimentos não saudáveis (refrigerantes, biscoitos recheados, doces, salgadinhos), o que pode ser modificado a partir de orientação nutricional para realização de escolhas alimentares adequadas, sendo importante a presença do profissional nutricionista na saúde pública, já que este profissional é habilitado para estimar as necessidades nutricionais da população.

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