Artigo Anais XI CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

“ALGUNS CONSELHOS ÚTEIS”: ENTRE NORMAS E CONSELHOS NOS MANUAIS DE CONDUTA DAS DÉCADAS DE 1950-1960.

Palavra-chaves: MANUAL DE CONDUTA, MULHER, BRASIL Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Gênero, Sexualidades e Produção do conhecimento
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Publicado em 03 de junho de 2015

Resumo

O século XX caracteriza-se por movimentos que geraram constantes mudanças nas sociedades, seja referente a mudança de valores, costumes ou práticas sociais; contudo, a Literatura vem acompanhando essas mudanças e evidenciando esses processos em todos os aspectos; o primeiro marco modificado pela Literatura de normatização fora quando a família imperial portuguesa viera morar no Brasil e consigo trouxeram conselhos de conduta escritos em livros como o "Código do bom-tom ou regras da civilidade e de bem viver no século XIX" de J. I. Roquette (1845). Houveram outros marcos na história brasileira que requisitaram uma educação comportamental também ilustrada através destes tipos de livros; deste modo, o objetivo deste artigo é pensar a construção comportamental da mulher no Brasil, nas décadas de 50 e 60, através da análise de conceitos chave, possíveis usos e representações presentes nos manuais de conduta, utilizando como pressuposto os ensinamentos e conceitos propostos por Roger Chartier. Conceitos como o de leitura, apropriação e representação. Para isso, pretende-se pensar como foi elaborado o perfil feminino e como este ganhou visibilidade nos manuais de conduta “Aprenda as Boas Maneiras” e “O Que Toda a Dona de Casa Deve Saber”; respectivamente escritos por Dora Maria (1961) e Vera Sterblitch (1958), analisando quais eram os modelos de conduta mais difundidos, e por que certas sugestões destes manuais se mostravam mais apropriadas em uns manuais do que em outros. Tendo em vista os públicos alvos de cada um; além de pensar como foram elaboradas as normas comportamentais de etiqueta nesses livros para as mulheres, que eram compreendidas como seres idealizados, construídas, historicamente, como modelos responsáveis pela felicidade conjugal e social, visto que essas mulheres estavam ingressando no mercado de trabalho nos anos entre 1950 e 1960 no Brasil.

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