Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

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A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DOCENTE NA PRÁXIS DO PROFESSOR DE QUÍMICA ORGÂNICA NO ENSINO MÉDIO

Resumo

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DOCENTE NA PRÁXIS DO PROFESSOR DE QUÍMICA ORGÂNICA NO ENSINO MÉDIO Giulyana Mágda dos Santos Almeida1, Ana Paula Freitas da Silva2 [1] giulyanas.almeida23@gmail.com /UFPE-CAA [2] apfslima@gmail.com /UFPE-CAA Eixo Temático: Processos de ensino e aprendizagem - com ênfase na inovação tecnológica, metodológica e práticas docentes. Resumo O presente trabalho apresenta um estudo sobre como a formação docente interfere diretamente na aprendizagem dos alunos. Este foi feito através da análise da prática de professores de química com formações diversas. Neste caso, pode-se perceber que a formação inadequada do docente compromete a aprendizagem do aluno, uma vez que professores sem formação de química, têm dificuldades em desenvolver os conteúdos específicos da química orgânica. Palavras-chave: química orgânica, formação docente, ensino-aprendizagem. Em tudo que se refere à educação e o âmbito escolar, é notório a importância da formação docente no processo de ensino-aprendizagem. A formação de professores de química deve gerar no docente uma perspectiva crítico-reflexiva, que forneça aos mesmos, os meios para um pensamento autônomo facilitando as dinâmicas do processo de ensino. De acordo com Santos e Schnetzler (1996), ensinar química para formar cidadão, significa ensinar o conteúdo com o objetivo de desenvolver no aluno a capacidade de se posicionar criticamente frente as questões sociais. Logo, um professor de química formado, possui uma prática mais autônoma, para elaborar planejamentos de aula utilizando diferentes metodologias que contribuem para a aprendizagem dos alunos. A química deve ser compreendida em seus aspectos sociais e tecnológicos e para tal, os estudantes devem reconhecer a importância e principalmente o significado dessa ciência. Essa concepção é auxiliada pela prática docente, uma vez que essa deve abordar o tema de sua disciplina de diferentes maneiras, evitando assim equívocos conceituais. "O estudo de tal disciplina é, para muitos, tarefa árdua, provavelmente por não verem a relação entre determinado tópico e sua aplicação, isto provoca no aluno o desestimulo e uma antipatia pela disciplina" (SOUZA JÚNIOR et al., 2009, p. 01). Esse fator se estende também no que se refere ao ensino de química orgânica, que por sua vez é menos contextualizado por possuir conceitos que necessitam de um maior grau de abstração, logo o professor precisa possuir conhecimentos específicos, para melhor transmiti-los em sua aula. Diante deste cenário, este trabalho teve por objetivo avaliar a importância da formação docente na prática do professor de química orgânica do ensino médio, bem como o impacto dessa formação na aprendizagem dos alunos. Este trabalho é uma pesquisa quantitativa, onde os dados foram coletados a partir da aplicação de um questionário aberto, contendo três perguntas. O mesmo foi aplicado em quatro turmas, no total de sessenta alunos, em duas escolas do município de São Caetano / Pernambuco. Os resultados obtidos com a aplicação do questionário foram agrupados com base na diferença da prática docente do professor de química com formação em Biologia (Turma A) e o de formação na área (Turma B). A questão um abordou o entendimento dos alunos sobre o conceito de química orgânica. Na turma A, apenas 16,7% compreendem o que é química orgânica, enquanto 63,3% responderam de forma aleatória, sem coerência alguma com a questão. Por exemplo, a fala do estudante um que disse: "a química orgânica é o estudo de plantas e alimentos, tabela periódica, substância", o que demonstra que esses não compreendem o conceito de química orgânica, apresentando assim um grande distanciamento do conteúdo original. Para 30% dos discentes da turma B, "a química orgânica é a química que estuda os compostos de carbono", conforme fala do aluno dois. Além de se aproximarem da definição da química orgânica, também argumentaram sobre o conceito, sendo capazes de correlaciona-la com o seu cotidiano. Este resultado demonstra que a formação específica na área da atuação docente, tem sim, impacto direto sobre como os conteúdos são transmitidos; bem como auxiliam o docente nas discussões em sala de aula. Segundo Bastos (2017) a formação do professor deve estar relacionada à sua área para que ele possa desenvolver, de forma eficiente, as suas tarefas disciplinares no âmbito pedagógico. Na questão dois, o aluno teria que sugerir metodologias que o auxiliassem no processo de aprendizagem dos conteúdos de química orgânica. Para a turma A, 53,3% sugeriram experimentos, aulas dinâmicas e interativas, 23,3% mais exemplos e exercícios; enquanto para a turma B, 10% sugeriu experimentos, 26,6% dinâmicas e aulas interativas e 43,3% estão satisfeitos com a metodologia utilizada pela professora. É importante ressaltar que nas duas turmas, os alunos atribuíram que a falta de atenção dos mesmos também compromete a aprendizagem e a metodologia de ensino dos professores. Comparando o resultado obtido em ambas as turmas, pode-se perceber que há uma diferenciação nas sugestões propostas. Percebe-se que a turma A tem necessidade de mais experimentos; bem como de aulas mais interativas, o que para a docente seria difícil; uma vez que a mesma não possui formação na área. No entanto, esta realidade poderia ser modificada, se a docente participasse de formações continuadas, que lhe permitissem ampliar seus conhecimentos na área da química. A questão três questionou se a forma como o professor apresenta os conteúdos, facilita a aprendizagem. Na turma A, 70% dos alunos confirmaram que a forma como o professor apresenta os conteúdos facilita o entendimento; enquanto na turma B 90% estão satisfeitos e compreendem a forma de apresentação os conteúdos. Neste caso, é importante ressaltar que ambos os professores são licenciados, o que garanti uma forma similar de ministração das aulas. Entretanto, percebeu-se que a maior diferença sinalizada pelas turmas não é a metodologia ou a forma de apresentar os conteúdos, mas sim o próprio conteúdo; uma vez que uma das docentes possui formação em outra área. Somado a isso, percebe-se também a satisfação e insatisfação de alguns alunos, quando demonstram as dificuldades enfrentadas pela falta de formação e a influência disso na aprendizagem dos mesmos. Este cenário promove aulas desmotivadoras, contextualização inadequada, o que claramente dificulta a aprendizagem dos alunos. Estes resultados ainda demonstram que a turma A, solicita aulas dinâmicas e práticas experimentais, que no entendimento destes auxiliaria a aprendizagem. De fato, pode-se perceber que a formação docente, tem um impacto importante no processo de aprendizagem, uma vez que docentes despreparados acabam promovendo salas de aula desmotivantes, o que compromete a aprendizagem das turmas. A falta de formação docente, específica na área de química, de fato tem impacto direto na aprendizagem, uma vez que esta acaba refletindo na práxis docente. Aulas tradicionais sem contextualização, acabam sendo a forma encontrada pelo docente com formação correlata, para trabalhar os conteúdos; uma vez que este não se sente confortável para utilizar metodologias como argumentação, problematização, experimentação ou projetos. No entanto, é importante ressaltar que o aluno não pode ser prejudicado no seu aprendizado, quando o mesmo tem na sua sala de aula um professor com formação inadequada para lecionar química. REFERÊNCIAS

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