Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

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A CARTOGRAFIA TÁTIL COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA INCLUSIVA NA MEDIAÇÃO DE CONTEÚDO INTERDISCIPLINAR ENTRE GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Resumo

A CARTOGRAFIA TÁTIL COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA INCLUSIVA NA MEDIAÇÃO DE CONTEÚDO INTERDISCIPLINAR ENTRE GEOGRAFIA E HISTÓRIA David de Abreu Alves Email: davidabreu.cz@hotmail.com Doutorando no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás Ana Cláudia Alves Martins Email: anaclaudia962010@hotmail.com Graduanda de Licenciatura em História no Instituto Federal de Goiás José Airton Ordones Junior Email: joseairton_12@hotmail.com Graduando de Licenciatura em História no Instituto Federal de Goiás Julyana Moreno Ataíde Email: julyanamoraide@outlook.com Graduanda de Licenciatura em História no Instituto Federal de Goiás Lavínia de Sousa Almeida Mendes Email: lavinia23mendes@hotmail.com Graduanda de Licenciatura em História no Instituto Federal de Goiás Luiza Severo Arruda e Silva Email: luizadance12@hotmail.com Graduanda de Licenciatura em História no Instituto Federal de Goiás Eixo Temático: Processos de Ensino e aprendizagem. Resumo Nas configurações atuais da educação brasileira ainda vivenciamos um contexto de contrastes das propostas educacionais, déficits recursais e metodológicos, circunstâncias que levam a exclusão dos estudantes, e problemas nas condições de trabalho de muitos profissionais, principalmente nas condições de trabalho dos professores. Conforme o mencionado, acreditamos que pesquisas no âmbito da educação, que venham a ser propositivas para melhoria de toda e qualquer circunstância, são válidas e de grande importância. E assim, justificamos a nossa proposta que versa sobre algumas das barreiras que a educação brasileira ainda esbarra, ainda que nos documentos e diretrizes que norteiam o nosso sistema educacional se façam presentes propostas de melhorias para tais. Aqui trataremos de discorrer um pouco sobre os desafios da inclusão das pessoas com deficiência, da interdisciplinaridade entre Geografia e História, e das possibilidades concretas de propostas recursais metodológicas como o uso de sequências didáticas e de ferramentas como a Cartografia Tátil. O nosso problema central parte das nossas próprias experiências e vivências no cotidiano das escolas e sala de aula (seja atuando enquanto professores titulares das disciplinas de Geografia e/ou História, sejam nos nossos estágios educacionais), onde fomentar a interdisciplinaridade e contextos inclusivos de pessoas com deficiência esbarra na sistematização e correlação de conteúdos, bem como na seleção de recursos adequados. Deste modo, as nossas perguntas iniciais foram: como trabalhar conteúdo(s) de Geografia e História de forma interdisciplinar e inclusiva em sala de aula? Quais conteúdos podem propiciar esta ação pretendida? Quais os recursos mais adequados para a ação que se pretende ser realizada? É possível construir uma sequência didática adequada para ser efetuada posteriormente por outras pessoas? O nosso objetivo não é apresentar nossos resultados como modelo de prescrição único e ideal de uma atividade prática educacional, porém é nosso desejo chegar o mais próximo possível de uma possibilidade educacional e prática capaz de ser aplicada em um ou mais realidades de salas de aula, ou seja, objetivamos apresentar por meio de um determinado recurso didático (Cartografia Tátil) algumas possibilidades teórico-metodológicas interdisciplinares entre a Geografia e História, capaz de incluir pessoas com Deficiência Visual. Para nossa construção teórica tomamos como base as definições do que seria de fato a Cartografia Tátil, sendo está uma área do conhecimento que se ocupa da concepção, elaboração e uso dos mapas e recursos táteis, transpondo informações que naturalmente se apresentam de forma visual de modo que pessoas com deficiência visual também possam compreender/assimilar/tatear; Deficiência Visual, uma alteração nas funções normais da visão, podendo classificar essas alterações em baixa visão e cegueira total, adquirida ou congênita; Interdisciplinaridade, como uma forma de correlação, organização, delimitação, estratégica, seletiva, de conhecimentos científicos, escolares, didáticos, teóricos, metodológicos, e avaliativos, que podem ser utilizados nos processos de ensino-aprendizagem; Inclusão escolar, sendo uma conjuntura que não segregue, ambiente onde não existam critérios ou exigências para inserção/execução/seleção de natureza alguma, ambiente sem discriminação para o acesso e a permanência; e sequência didática, como um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de conteúdos. Metodologicamente nos situamos em uma abordagem qualitativa, com uma natureza aplicada, procedimentalmente se enquadrando nas características de pesquisas documentais e bibliográficas, bem como do uso e análise de questionários com professores de uma instituição pública do município de Goiânia. No decorrer de nossas reflexões apontamos para a existência da possibilidade da interdisciplinaridade entre Geografia e História, apresentamos o potencial que a Cartografia Tátil apresenta quando se trata da efetivação do pensamento inclusivo nas salas de aula, destacamos algumas limitações no processo de Ensino-Aprendizagem apresentadas pelos professores de Geografia e História que lecionam na instituição pesquisada, bem como descrevemos o processo de estruturação de uma sequência didática. Consideramos válido a nossa proposta uma vez que avança e/ou contribui com propostas de ensino inclusivo e interdisciplinar entre duas áreas do conhecimento que se relacionam e diversos aspectos. Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Sequência Didática, Inclusão, Cartografia Tátil.

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