Artigo CONEDU - Gênero, sexualidade e educação (Vol.4)

E-books

ISBN: 978-65-5222-074-5

O PATRIARCADO, A INVISIBILIZAÇÃO E O APAGAMENTO DA MULHER NA ESCRITA DA HISTÓRIA

Palavra-chaves: PATRIARCADO E PODER, INVISIBILIZAÇÃO E APAGAMENTO, HOMOSSEXUALIDADE E HETEROSSEXUALIDADE, CORPOS ABJETOS, GÊNERO E SEXUALIDADE, , , , E-book GT 07 - Gênero, Sexualidade e Educação
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                  G&Ecirc;NERO E SEXUALIDADE NA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O: UM DESAFIO CONTEMPOR&Acirc;NEO PARA PENSAR OS PROCESSOS FORMATIVOS<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  Na contemporaneidade os processos educativos tem sido cada vez mais exigentes e desafiadores por estarem necessariamente imbu&iacute;dos nas distintas realidades que constituem as subjetiva&ccedil;&otilde;es humanas dos sujeitos envolvidos no fazer pedag&oacute;gico, requerendo compromissos educativos cont&iacute;nuos para pensarmos a educa&ccedil;&atilde;o a partir daqueles/as que est&atilde;o &agrave;s margens. Dessa maneira, pensar, problematizar, refletir, desenvolver, sistematizar e publicizar o conhecimento inerente &agrave;s quest&otilde;es de g&ecirc;nero e sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es com a educa&ccedil;&atilde;o.<br />\r\n
                  Sendo as institui&ccedil;&otilde;es educativas um espa&ccedil;o-tempo marcado pelas diferen&ccedil;as, onde transitam distintos sujeitos, onde suas viv&ecirc;ncias se desvelam nas mais complexas situa&ccedil;&otilde;es, os espa&ccedil;os educativos, especialmente as escolas se configuram enquanto cen&aacute;rio aberto &agrave; multiplicidade e transitoriedade das subjetiva&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias, considerando que as rela&ccedil;&otilde;es de aprendizagem s&atilde;o influenciadas pelas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais que se estabelecem concomitantemente ao processo ensino-aprendizagem, quer seja nas intera&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas entre estudantes e objeto os conte&uacute;dos curriculares, quer seja entre os pr&oacute;prios os/as estudantes entre si, ou mesmo na rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica aluno/a-professor/a.<br />\r\n
                  Partindo de tais pressupostos suscitamos algumas quest&otilde;es que podem contribuir para que possamos compreender melhor a intr&iacute;nseca rela&ccedil;&atilde;o acerca das tem&aacute;ticas de g&ecirc;nero e sexualidade nos processos educativos: G&ecirc;nero e sexualidade na escola, afinal, do que se trata nessa interpela&ccedil;&atilde;o? Quais os significados das abordagens sobre estes temas no universo escolar? Quais filia&ccedil;&otilde;es ou tra&ccedil;os epistemol&oacute;gicos s&atilde;o utilizados numa abordagem dessa natureza? Por que tratar os temas g&ecirc;nero e sexualidade na institui&ccedil;&atilde;o escolar?<br />\r\n
                  Trabalhar com a diversidade sexual e de g&ecirc;nero e suas intersec&ccedil;&otilde;es nas escolas requer por parte dos/as professores/as um processo de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, com o intuito de pensar a educa&ccedil;&atilde;o levando em considera&ccedil;&atilde;o aqueles/as que historicamente foram margeados, merecendo especial destaque as pessoas LGBTQIAP+. Nesta perspectiva, g&ecirc;nero, sexualidade, educa&ccedil;&atilde;o e diversidade sexual se referem a pr&aacute;ticas de liberdade, na medida em que os limites de nosso pensamento dever&atilde;o ser transcendidos em nome de outras possibilidades tanto de conhecer como de amar.<br />\r\n
                  S&atilde;o essa e outras quest&otilde;es imprescind&iacute;veis para pensarmos as quest&otilde;es de g&ecirc;nero no cotidiano escolar que os/as autores/as buscam responder por meio de pesquisas realizadas em diferentes realidades sociais e culturais a partir de viv&ecirc;ncias educativas. Considerando que qualquer decis&atilde;o te&oacute;rica e epistemol&oacute;gica &eacute; tamb&eacute;m pol&iacute;tica, ressaltamos que as pesquisas publicadas neste e-book expressam as filia&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e epist&ecirc;micas dos/as autores/as. Assim, ao abordar o g&ecirc;nero e sexualidade como categoria de investiga&ccedil;&atilde;o, podemos recusar os lugares definidos a partir da l&oacute;gica cisheteronormativa.<br />\r\n
                  Os textos ora apresentados ressaltam a import&acirc;ncia da discuss&atilde;o de g&ecirc;nero, sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o dos/as estudantes, por entender que &eacute; tamb&eacute;m no espa&ccedil;o escolar que nos deparamos com pr&aacute;ticas de curr&iacute;culo que refor&ccedil;am a reprodu&ccedil;&atilde;o das normas hegem&ocirc;nicas que tomam a cisheteronormatividade como &uacute;nico modelo a ser seguido, silenciando as diferen&ccedil;as. Pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas pautadas nesse modelo ignora, silencia e exclui a diversidade. De acordo Louro (2007), a escola se constitui enquanto espa&ccedil;o privilegiado para pensarmos as quest&otilde;es da diversidade no campo dos estudos de g&ecirc;nero e sexualidade, No entanto, a decis&atilde;o de evidenciar e silenciar cabe aos sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem. Assim, &eacute; importante ressaltar que g&ecirc;neros e sexualidades s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es a partir de contextos culturais e sociais, cujos arranjos perpassam toda a sociedade.<br />\r\n
                  Tendo em vista os elementos elucidados acima, salientamos que este e-book tem por objetivo suscitar a reflex&atilde;o acerca de tem&aacute;ticas inerentes &agrave;s quest&otilde;es de g&ecirc;nero, sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es nos distintos espa&ccedil;os formativos para pensarmos a educa&ccedil;&atilde;o a partir daqueles/as que est&atilde;o &agrave;s margens.<br />\r\n
                  Desejamos a todos/as uma &oacute;tima leitura e que ela nos leve a a&ccedil;&otilde;es efetivas e afetivas de forma&ccedil;&atilde;o para pensarmos os desafios do fazer educativo na contemporaneidade.<br />\r\n
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                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
                  PEDRO PAULO SOUZA RIOS&nbsp;
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                  ALCIDESIO OLIVEIRA DA SILVA JUNIOR<br />\r\n
                  ANA MARIA SOTERO PEREIRA<br />\r\n
                  ANTONIO JEFERSON BARRETO XAVIER<br />\r\n
                  BRUNA CARVALHO<br />\r\n
                  DENYSE DE ALMEIDA DOS SANTOS<br />\r\n
                  DIEGO CARDOSO DE OLIVEIRA<br />\r\n
                  EDONILCE DA ROCHA BARROS<br />\r\n
                  ELIENE ALMEIDA SANTOS<br />\r\n
                  IRIS RIBEIRO DA SILVA<br />\r\n
                  ITALO DARTAGNAN ALMEIDA<br />\r\n
                  JANAILSON DA SILVA COSTA<br />\r\n
                  JONAS FRANCISCO DE MEDEIROS<br />\r\n
                  K&Eacute;SIA DOS ANJOS ROCHA<br />\r\n
                  LA&Iacute;SE DE SOUZA NASCIMENTO<br />\r\n
                  MANOEL LUIZ SANTOS DA SILVA<br />\r\n
                  NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n
                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
                  PEDRO PAULO SOUZA RIOS<br />\r\n
                  TANIA SERRA AZUL MACHADO BEZERRA<br />\r\n
                  THOMAS CARDOSO BASTOS SANTOS<br />\r\n
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                  G&Ecirc;NERO E SEXUALIDADE NA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O: UM DESAFIO CONTEMPOR&Acirc;NEO PARA PENSAR OS PROCESSOS FORMATIVOS<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  Na contemporaneidade os processos educativos tem sido cada vez mais exigentes e desafiadores por estarem necessariamente imbu&iacute;dos nas distintas realidades que constituem as subjetiva&ccedil;&otilde;es humanas dos sujeitos envolvidos no fazer pedag&oacute;gico, requerendo compromissos educativos cont&iacute;nuos para pensarmos a educa&ccedil;&atilde;o a partir daqueles/as que est&atilde;o &agrave;s margens. Dessa maneira, pensar, problematizar, refletir, desenvolver, sistematizar e publicizar o conhecimento inerente &agrave;s quest&otilde;es de g&ecirc;nero e sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es com a educa&ccedil;&atilde;o.<br />\r\n
                  Sendo as institui&ccedil;&otilde;es educativas um espa&ccedil;o-tempo marcado pelas diferen&ccedil;as, onde transitam distintos sujeitos, onde suas viv&ecirc;ncias se desvelam nas mais complexas situa&ccedil;&otilde;es, os espa&ccedil;os educativos, especialmente as escolas se configuram enquanto cen&aacute;rio aberto &agrave; multiplicidade e transitoriedade das subjetiva&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias, considerando que as rela&ccedil;&otilde;es de aprendizagem s&atilde;o influenciadas pelas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais que se estabelecem concomitantemente ao processo ensino-aprendizagem, quer seja nas intera&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas entre estudantes e objeto os conte&uacute;dos curriculares, quer seja entre os pr&oacute;prios os/as estudantes entre si, ou mesmo na rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica aluno/a-professor/a.<br />\r\n
                  Partindo de tais pressupostos suscitamos algumas quest&otilde;es que podem contribuir para que possamos compreender melhor a intr&iacute;nseca rela&ccedil;&atilde;o acerca das tem&aacute;ticas de g&ecirc;nero e sexualidade nos processos educativos: G&ecirc;nero e sexualidade na escola, afinal, do que se trata nessa interpela&ccedil;&atilde;o? Quais os significados das abordagens sobre estes temas no universo escolar? Quais filia&ccedil;&otilde;es ou tra&ccedil;os epistemol&oacute;gicos s&atilde;o utilizados numa abordagem dessa natureza? Por que tratar os temas g&ecirc;nero e sexualidade na institui&ccedil;&atilde;o escolar?<br />\r\n
                  Trabalhar com a diversidade sexual e de g&ecirc;nero e suas intersec&ccedil;&otilde;es nas escolas requer por parte dos/as professores/as um processo de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, com o intuito de pensar a educa&ccedil;&atilde;o levando em considera&ccedil;&atilde;o aqueles/as que historicamente foram margeados, merecendo especial destaque as pessoas LGBTQIAP+. Nesta perspectiva, g&ecirc;nero, sexualidade, educa&ccedil;&atilde;o e diversidade sexual se referem a pr&aacute;ticas de liberdade, na medida em que os limites de nosso pensamento dever&atilde;o ser transcendidos em nome de outras possibilidades tanto de conhecer como de amar.<br />\r\n
                  S&atilde;o essa e outras quest&otilde;es imprescind&iacute;veis para pensarmos as quest&otilde;es de g&ecirc;nero no cotidiano escolar que os/as autores/as buscam responder por meio de pesquisas realizadas em diferentes realidades sociais e culturais a partir de viv&ecirc;ncias educativas. Considerando que qualquer decis&atilde;o te&oacute;rica e epistemol&oacute;gica &eacute; tamb&eacute;m pol&iacute;tica, ressaltamos que as pesquisas publicadas neste e-book expressam as filia&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e epist&ecirc;micas dos/as autores/as. Assim, ao abordar o g&ecirc;nero e sexualidade como categoria de investiga&ccedil;&atilde;o, podemos recusar os lugares definidos a partir da l&oacute;gica cisheteronormativa.<br />\r\n
                  Os textos ora apresentados ressaltam a import&acirc;ncia da discuss&atilde;o de g&ecirc;nero, sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o dos/as estudantes, por entender que &eacute; tamb&eacute;m no espa&ccedil;o escolar que nos deparamos com pr&aacute;ticas de curr&iacute;culo que refor&ccedil;am a reprodu&ccedil;&atilde;o das normas hegem&ocirc;nicas que tomam a cisheteronormatividade como &uacute;nico modelo a ser seguido, silenciando as diferen&ccedil;as. Pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas pautadas nesse modelo ignora, silencia e exclui a diversidade. De acordo Louro (2007), a escola se constitui enquanto espa&ccedil;o privilegiado para pensarmos as quest&otilde;es da diversidade no campo dos estudos de g&ecirc;nero e sexualidade, No entanto, a decis&atilde;o de evidenciar e silenciar cabe aos sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem. Assim, &eacute; importante ressaltar que g&ecirc;neros e sexualidades s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es a partir de contextos culturais e sociais, cujos arranjos perpassam toda a sociedade.<br />\r\n
                  Tendo em vista os elementos elucidados acima, salientamos que este e-book tem por objetivo suscitar a reflex&atilde;o acerca de tem&aacute;ticas inerentes &agrave;s quest&otilde;es de g&ecirc;nero, sexualidade e suas intersec&ccedil;&otilde;es nos distintos espa&ccedil;os formativos para pensarmos a educa&ccedil;&atilde;o a partir daqueles/as que est&atilde;o &agrave;s margens.<br />\r\n
                  Desejamos a todos/as uma &oacute;tima leitura e que ela nos leve a a&ccedil;&otilde;es efetivas e afetivas de forma&ccedil;&atilde;o para pensarmos os desafios do fazer educativo na contemporaneidade.<br />\r\n
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                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
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                  ALCIDESIO OLIVEIRA DA SILVA JUNIOR<br />\r\n
                  ANA MARIA SOTERO PEREIRA<br />\r\n
                  ANTONIO JEFERSON BARRETO XAVIER<br />\r\n
                  BRUNA CARVALHO<br />\r\n
                  DENYSE DE ALMEIDA DOS SANTOS<br />\r\n
                  DIEGO CARDOSO DE OLIVEIRA<br />\r\n
                  EDONILCE DA ROCHA BARROS<br />\r\n
                  ELIENE ALMEIDA SANTOS<br />\r\n
                  IRIS RIBEIRO DA SILVA<br />\r\n
                  ITALO DARTAGNAN ALMEIDA<br />\r\n
                  JANAILSON DA SILVA COSTA<br />\r\n
                  JONAS FRANCISCO DE MEDEIROS<br />\r\n
                  K&Eacute;SIA DOS ANJOS ROCHA<br />\r\n
                  LA&Iacute;SE DE SOUZA NASCIMENTO<br />\r\n
                  MANOEL LUIZ SANTOS DA SILVA<br />\r\n
                  NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n
                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
                  PEDRO PAULO SOUZA RIOS<br />\r\n
                  TANIA SERRA AZUL MACHADO BEZERRA<br />\r\n
                  THOMAS CARDOSO BASTOS SANTOS<br />\r\n
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Publicado em 20 de abril de 2026

Resumo

O patriarcado heteronormativo foi o maior sucesso da humanidade até hoje. E a invisibilização daqueles que não se enquadram nesse biotipo foi o resultado notável desse empreendimento. Não é apenas nascer no sexo masculino, mas ser um macho nos padrões heteronormativos, ou seja, há uma forma de ser macho. Todavia, uma mulher que se identifica com esse padrão, não recebe tal tratamento. Assim, o que se depreende é que ou se nasce no sexo masculino e segue-se o padrão heteronormativo ou aceite as consequências da sociedade patriarcal. A mimese só é válida para os machos heterossexuais. Mulheres, sejam elas heterossexuais ou homossexuais, são consideradas abjetas, no amplo expectro social. Homens homossexuais são alocados socialmente, na mesma condição das mulheres. Portanto, concordo com Simone de Beavoir e Judith Butler, de que não se nasce mulher, mas torna-se (no caso da primeira autora) e, seguindo a perspectiva da segunda autora, advoga-se que os padrões hetero e homo são projetos de uma sociedade patriarcal heteronormativa. O enredo supracitado serviu como pano de fundo para ilustrar a questão da invisibilização da princesa portuguesa Maria Isabel de Bragança, irmã de D. Pedro I no Brasil e IV, em Portugal, filha de D. João VI e Dona Carlota Joaquina, que casou-se com o rei da Espanha, D. Fernando VII (irmão de Carlota Joaquina). A invisibilização aqui apontada está no fato de a princesa portuguesa, então rainha da Espanha de 1816 a 1818, ter criado o Museu do Prado e O Guia do Prado, mencionar apenas a criação desse museu, pelo rei. 2010 é a 1ª edição do Guia e 2019, a 6ª (revista). Isso está diretamente relacionado com a forma como a Europa e o Brasil estão tratando temas como gênero e sexualidade. Esperamos que o trabalho contribua para dar visibilidade aos Outros invisibilizados–mulheres, LGBTQIAP+.

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