DANÇANDO NA FRESTA: MULHERES, TRADIÇÃO E RECONFIGURAÇÃO DE PAPÉIS DE GÊNERO NO CARIRI : GÊNERO E REPRESENTATIVIDADE NO GRUPO AS COQUEIRAS DOS BAIXIOS
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A pesquisa emerge da articulação entre vivências comunitárias, experiências profissionais e inquietações acadêmicas das autoras, com base na disciplina “Tópicos de Ensino I – Temáticas Históricas e Atuais em Educação e Direitos Humanos”. O objetivo principal é compreender como a dança do coco, enquanto prática cultural tradicional, se configura como instrumento de resistência, fortalecimento da autoestima, transmissão de saberes e afirmação de direitos. A investigação adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória e interpretativa, sendo estruturada como estudo de caso. Os procedimentos metodológicos incluem pesquisa bibliográfica, entrevistas semiestruturadas com integrantes do grupo e observação direta. O referencial teórico fundamenta-se em autoras como Judith Butler, Lélia Gonzalez, Guacira Lopes Louro, entre outras. Os resultados apontam que o grupo atua como espaço educativo não formal e território de empoderamento feminino, contribuindo para a formação crítica das mulheres, a construção de identidades e a valorização das epistemologias do cotidiano. Ao ocuparem espaços públicos e culturais, as Coqueiras tornam visível o protagonismo feminino no cenário da tradição, subvertendo estereótipos e transformando a cultura popular em campo fértil para a luta por equidade de gênero." 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Segundo Gohn (2012), os movimentos sociais surgem em situações de crise e de vulnerabilidade “[...]quando as oportunidades políticas se ampliam, quando há aliados e quando as vulnerabilidades dos oponentes se revelam” (p.33). Neste cenário, as diversas estratégias de luta desenvolvidas em muito se assemelham às lutas de “outros autores da corrente organizacional, tais como os repertórios de contestação, redes sociais, quadros culturais, pontos focais, para explicar o cenário das oportunidades políticas” (p.34). A década de 1980 foi marcada pela alteração no cenário político e social a nível mundial, anteriormente marcado pelas lutas armadas na Ásia, na América Latina e na África, com ênfase no antagonismo entre as classes sociais, o que levou a dar ênfase a outras problemáticas que evidenciava o “antagonismo entre classes sociais”.<br />\r\n No Brasil, nas décadas de 1980-1990, novas problemáticas em articulação com intelectuais, políticos de esquerda e com a ala progressista da Igreja católica surgiram como "a nova força da periferia". Diversos autores centraram seus estudos nos movimentos populares com ênfase nos temas da marginalidade, das novas configurações da periferia urbana, das relações entre o Estado e a sociedade numa perspectiva mais histórico-descritiva e pouco interpretativa. Neste mesmo período, na Europa, surgiram novos movimentos sociais a exemplo do movimento ecológico, pela paz, de mulheres e de estudantes, denominados por Offe (1987) como um “novo paradigma da ação social". No início do século XXI, observamos maior visibilidade dos movimentos sociais e da sociedade civil em diversos setores e esferas do poder, onde se destaca a mobilização na esfera pública. Neste cenário, diversos atores e sujeitos mobilizaram a sociedade civil e promoveram a articulação com universidades, comunidade, igrejas para planejar e organizar das marchas e ações coletivas, a exemplo da adesão e aumento de participantes na Parada do Orgulho Gay no Rio de Janeiro e a o fortalecimento de “redes nacionais, de grupos locais e simpatizantes”. 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