Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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NOVAS POLÍTICAS, ANTIGAS CONCEPÇÕES: UM PACTO PARA FORMAR O PROFESSOR ALFABETIZADOR

Palavra-chaves: POLÍTICAS EDUCACIONAIS, FORMAÇÃO DOCENTE, ALFABETIZAÇÃO Comunicação Oral (CO) DIDÁTICA, CURRÍCULO E POLÍTICA EDUCACIONAL Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

Este trabalho apresenta os resultados de um estudo que tem como objetivo analisar as proposições expressas no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) com relação à formação continuada do professor alfabetizador, mais especificamente, a concepção de alfabetização expressa no Manual do Pacto e na Portaria nº 867/2012 que institui essa política de formação. A pesquisa caracteriza-se como um estudo documental, que toma os elementos da Análise do Discurso da perspectiva foucaultiana na trama do saber/verdade/poder, tendo como principais fontes documentais o Manual do Pacto e a Portaria nº 867/2012. Nessa perspectiva, na lógica da Análise do Discurso de Foucault, deve-se prestar atenção à linguagem como constituinte e constituída de práticas e de sujeitos. A atual política de formação continuada do professor alfabetizador está tomada por antigas concepções. Nesse sentido, a tese da teoria do Capital Humano é reeditada nos dias atuais, a “educação para todos” vira “todos pela educação” e agora é considerada a “filosofia” que promete o avanço das nações com gastos mínimos por parte do Estado. Além da própria concepção de alfabetização, limitada a aprendizagem das habilidades individuais de ler e escrever sendo utilizada para fins escolares. A formação, proposta pelo PNAIC, está voltada para os planos de aula, sequências didáticas e avaliação diagnóstica, enfatizando os conteúdos de Linguagem e de Matemática. Isso demonstra o quanto à educação está cada vez mais sujeita a pressupostos e prescrições normativas que determinam o que a escola é e pode ser. O ato de ensinar e a subjetividade do professor sofrem com o “efeito panóptico” da gestão em busca da qualidade e da excelência (BALL, 2004). O “Pacto” garante a moldagem de um processo formativo para professores em que autonomia e subjetividade não são consideradas. E, o resultado, a alfabetização, “a inserção na cultura escolar”, será de responsabilidade do professor não importa as condições adversas que envolvam o contexto escolar.

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