Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

Visualizações: 160
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: UMA EXPERIÊNCIA NA ARTICULAÇÃO ENTRE ENSINO E SERVIÇO.

Palavra-chaves: ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA, RISCO FAMILIAR, VULNERABILIDADE SOCIAL Tema Livre (TL) Saúde Coletiva

Resumo

O estudo do risco familiar deve ser pautado nas teias dos significados sociais que o próprio homem tece e destece no cotidiano, em meio ao que extravasa das casualidades e nas relações e determinações sociais. A Estratégia Saúde da Família carreia o dilema da priorização da atenção às famílias de maior vulnerabilidade biológica e social. Este artigo tem o objetivo de relatar os resultados da validação de um instrumento utilizado para estratificação de risco familiar para priorização de visitas domiciliares. Foram utilizados registros de observações em diário de campo e dos portfólios de aprendizagem dos alunos dos cursos da área de saúde da UFRN. O estudo foi realizado durante o primeiro semestre letivo do ano de 2013. Inicialmente foram realizadas rodas de leitura entre o Grupo Tutorial do PET-Saúde, Profissionais do NASF, Agentes Comunitários de Saúde e demais trabalhadores da unidade. Em seguida, a escala foi aplicada em regime de mutirão por grupos de trabalho compostos por Agentes de Saúde e Monitores supervisionados por Preceptores. Foram analisadas 1904 fichas “A” do Sistema de Informação da Atenção Básica. Os escores gerais foram semelhantes, entretanto as micro áreas compostas por conjuntos habitacionais mostraram menor risco quando comparadas com as micro áreas constituídas por loteamentos, vilas residenciais e terrenos baldios. Foram observadas médias de 5,8% (equipe 046) e 6,7% (equipe 048) de famílias classificadas como de alto risco. A escala foi pertinente, entretanto é necessário maior investimento em outras ferramentas de análise das condições de vulnerabilidade não contempladas pela escala, tais como: condições de higiene, poluição local, condutas pessoais de alimentação, sedentarismo, aspectos relacionais, interpessoais e criminais. O estudo proporcionou aos discentes uma melhor compreensão da interface entre saúde, doença e cuidado, durante o processo de ensino-aprendizagem, multiplicando as frentes de trabalho em direção à discussão e construção de Projetos Terapêuticos Singulares compartilhados pela tocada interdisciplinar.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.