Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

CORRELAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE TRANSAMINASES E O TEMPO DE PROTROMBINA EM PACIENTES COM LITÍASE BILIAR

Palavra-chaves: COLELITÍASE, HEMOSTASIA, TRANSAMINASES Tema Livre (TL) Bioquímica Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

A interação entre os sistemas de coagulação, da anticoagulação e da fibrinólise constituem a hemostasia. A avaliação laboratorial destes sistemas se dá por testes como: Tempo de Sangramento (TS), Contagem de Plaquetas, Tempo de Protrombina (TP), Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa), Dosagem de Fibrinogênio e Tempo de Tromboplastina (TT). A dosagem das enzimas aminotransferases, a alanina aminotransferase (ALT) e a aspartato aminotransferase (AST), além da gamaglutamiltransferase (GGT) são indicadas para se fazer o diagnóstico de doenças que afetam o sistema hepatobiliar. A colelitíase é uma das patologias do sistema hepatobiliar. O presente estudo objetivou correlacionar os níveis plasmáticos das enzimas transaminases ao tempo de protrombina e relação normatizada internacional em pacientes com litíase biliar. Trata-se de um estudo descritivo de caráter documental, com abordagem qualitativa e quantitativa. Para obtenção dos dados utilizou-se os arquivos de um laboratório anexo a um hospital público na cidade de Brejo Santo, Ceará. Foram tabulados os dados de 71 pacientes diagnosticados com litíase biliar nos meses de Agosto e Setembro de 2013, dos quais foram coletados os valores do tempo de protrombina com seus respectivos valores em segundos, em porcentagem ou atividade enzimática (AE) e a RNI, além dos valores das enzimas ALT e AST. Dos pacientes analisados 67,61% apresentaram TP aumentado e 71,83% de Atividade Enzimática diminuída, percentual igual ao de RNI aumentado, tiveram ainda 47,89% com AST e 45,07% ALT ambas elevadas. O estudo pôde revelar o comportamento das transaminases frente à hemostasia em pacientes com litíase biliar. Os dados mostraram que os pacientes acometidos pela colelitíase apresentam um grau de disfunção hepática considerável, e como complicação a disfunção na hemostasia caracterizada pelo o aumento do TP apresentando possivelmente distúrbios hemorrágicos relacionados à via extrínseca da coagulação. Nos pacientes onde o aumento do TP não está acompanhado da alteração nas transaminases, o quadro também é indicativo de distúrbio na via extrínseca da coagulação, porém sem causa hepática, cabendo investigação, embora se perceba uma minoria nesses casos. Estudos que relacionem dados laboratoriais de danos hepáticos e hemostasia são escassos, o que dificulta o embasamento teórico da pesquisa e a correlação a outros dados literários, limitando os dados encontrados. Assim, necessita-se de uma ampliação da amostra estudada, além de outras causas de disfunção hepática para que se tenha uma verdadeira noção do quadro desses pacientes.

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