Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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ACALÁSIA SECUNDÁRIA A INFECÇÃO CHAGÁSICA: ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

Palavra-chaves: ACALASIA ESOFÁGICA, DOENÇA DE CHAGAS, TRANSTORNOS DA MOTILIDADE ESOFÁGICA. Pôster (PO) Medicina

Resumo

Introdução: Acalásia é um distúrbio da motilidade do esôfago em que o esfíncter esofágico inferior (próximo à cárdia) não consegue relaxar acarretando obstrução funcional e disfagia. Caracteriza-se por um esôfago grosseiramente contorcido e dilatado (megaesôfago). As síndromes acalásicas estão representadas por acalasia idiopática e acalásia secundária. Dentre as causas secundárias temos a doença de Chagas, uma infecção parasitária pelas formas leishmaniosas do Trypanosoma cruzi, é caracterizada pela destruição das células ganglionares musculares lisas dos plexos mioentéricos de Auerbach, resultando em disfunção motora e dilatação progressiva, não apenas do esôfago, mas também do cólon, ureteres e outras vísceras. Chagas encontrou disfagia em pacientes infectados pelo Trypanosoma cruzi e procurou associar este sintoma ao “mal do engasgo” que, segundo o pesquisador, era verificado nas zonas onde a tripanossomíase era mais frequente. Objetivo: Investigar na literatura a fisiopatologia e as alterações motoras do esôfago na acalasia provocada pela doença de Chagas. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, de caráter qualitativo e natureza descritiva, baseado nas leituras exploratórias e seletivas de artigos referentes ao tema proposto, publicados nas bases de dados LILACS, BIREME, no período de 2000 a 2013. Foram selecionados nove artigos, considerando os seguintes critérios: revisão dos trabalhos que estudaram a fisiopatologia e as alterações motoras do esôfago na acalásia idiopática e na doença de Chagas. Resultados: Ao comparar esses artigos selecionados, pode-se definir que é na fase crônica da doença de Chagas que se observam as manifestações esofágicas, em que há uma destruição do plexo de Auerbach (parassimpático) causando o megaesôfago, ocorrendo destruição dos plexos mioentéricos causada pelo Trypanosoma cruzi. As manifestações sintomáticas e fisiopatológicas do megaesôfago chagásico são: acalasia, dor torácica, odinofagia, regurgitação, pirose e disfagia. O megaesôfago chagásico apresenta algumas características particulares como: aumento do tempo de esvaziamento, terço distal afilado, retenção de alimentos, alongamento do esôfago/mediastino e diminuição da câmara de ar gástrica. Na acalasia as células ganglionares parassimpáticas do plexo mioentérico, entre as camadas longitudinal e circular do esôfago, estão marcadamente reduzidas em número. Geralmente, os portadores da forma digestiva da doença de Chagas apresenta frequência elevada de doenças cardiovasculares, o que sugere risco elevado das modalidades de tratamento cirúrgico do megaesôfago. Conclusão: Nesse sentido, baseado nas informações expostas existe correlação entre os distúrbios motores esofágicos e a doença de Chagas, que representa a causa mais comum de distúrbio motor por desnervação esofagiana. A característica mais importante é a acalasia do esfíncter inferior do esôfago, que promove uma variada sintomatologia na dependência da forma evolutiva. Tendo como tríade clássica dos sintomas a disfagia, regurgitação e perda de peso.

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