Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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ANÁLISE ESPACIAL DA DISTRIBUIÇÃO LEISHMANIOSE VISCERAL NA MICRORREGIÃO DO BICO DO PAPAGAIO NO ESTADO DO TOCANTINS, BRASIL, NO PERÍODO DE 2008 A 2011

Palavra-chaves: LEISHMANIOSE VISCERAL, ANÁLISE ESPACIAL, ANÁLISE DE AGLOMERADOS Pôster (PO) Saúde Pública Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

Este estudo teve como objetivo identificar os padrões na distribuição espacial da leishmaniose visceral na microrregião do Bico do Papagaio no Estado do Tocantins, Brasil, no período de 2008 a 2011. A metodologia do estudo foi exploratória e ecológica, a qual se utilizou o banco de dados do software TerraView 4.0, na elaboração de mapas temáticos, para análise formal de dependência espacial entre os locais onde houve maior incidência de casos de leishmaniose visceral nos municípios desta microrregião, a partir dos dados colhidos dos sites: Sinan-Net, DATASUS, SIASUS e IBGE. Por meio destes arquivos, foi possível obter os valores dos dados de notificações de casos confirmados de leishmaniose visceral notificados entre os anos de 2008 a 2011. A incidência de Moran global foi de 0,23 e estimativa do p-valor foi de 0,02, o que indicou similaridade entre municípios. Nos resultados encontrados, foram notificados 308 casos de leishmaniose visceral e 4 óbitos. O maior número de casos registrados foi no período de março a setembro, esse período compreende o final da estação chuvosa e tempo da estação seca, o que se pode caracterizar como uma doença sazonal. Altas taxas de leishmaniose visceral estão relacionadas com a falta de escolaridade. Foi possível observar um crescente número de casos por leishmaniose visceral ao longo dos anos. O coeficiente de detecção variou entre 0 e 42,13 por 100.000 habitantes, no qual o município de Araguatins apresentou a maior incidência e maior taxa correspondendo a (42,13/100.000 hab), provavelmente, devido ao fato de o município apresentar um alto índice de criadouros de bovinos, suínos e aviários, bem como baixas condições de saneamento básico, o que, possivelmente, facilitou a proliferação do flebótomo. Conclui-se que na microrregião do Bico do Papagaio, principalmente no município de Araguatins, há necessidade de maior fiscalização das ações desenvolvidas no combate e controle do mosquito transmissor da doença, por apresentar maior densidade de taxas de leishmaniose visceral.

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