Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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“QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA” E TEORIA QUEER

Palavra-chaves: TEORIA QUEER, LITERATURA, GÊNERO Comunicação Oral (CO) GT 07 - Gênero, Sexualidade e Educação

Resumo

O modelo educacional vigente no Brasil, especificamente no que tange ao ensino de literatura no ensino básico, tende a abarcar em seus currículos um plano pedagógico elitizado que abrangem em sua maioria os cânones literários, clássicos e/ou literatura reproduzida pela classe dominante, não incluindo as ditas literaturas marginais. No entanto, é importante ressaltar que a aproximação da realidade dos estudantes com o que é transmitido no contexto escolar contribui para aprendizagem, e, consequentemente, para a reflexão sobre problemas do cotidiano. Diante desse quadro, o presente trabalho tem como objetivo discutir as questões de gênero que se apresentam na obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada” a partir do aporte teórico da Teoria Queer. Pretendese discutir a importância da inserção da Literatura Menor no âmbito escolar uma vez que esta é dotada essencialmente de caráter político e de agenciamentos coletivos de enunciação, assim como discutir a construção do gênero feminino na favela retratada por Carolina e as questões que esta levanta sobre as implicações de uma política representativa. A obra em questão se apresenta como uma literatura que nos auxilia a recuperar a dimensão política e histórica da literatura e vislumbrá-la como uma das práticas discursivas da sociedade, em seu corpo é possível destacar as características de deslocamento provocado por uma descaracterização cultural, isto é, um processo de marginalização de determinado grupo; ramificação do individual para político; e o agenciamento coletivo sobre aquilo que é narrado. Um dos enunciados que os enquadramentos narrativos apontam diz respeitos às relações de gênero presente nos entrelaçamento dos personagens. Nesse contexto, a narrativa de Carolina de Jesus nos possibilita um estudo acerca as estruturas de poder que constituem a identidade da mulher negra, da favela, que em muito se diferencia da mulher branca, classe média da cidade.

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