Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DO OMBRO DE PACIENTES IDOSOS COM HEMIPLEGIA PÓS-ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO, MEDIANTE QUEIXA DE DOR.

Palavra-chaves: AVE, OMBRO, DOR Pôster (PO) / Poster Submission AT-2: PRÁTICAS CLÍNICAS E TERAPÊUTICAS Publicado em 23 de novembro de 2016

Resumo

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é definido como um sinal clínico de rápido desenvolvimento de perturbação da função cerebral. Várias são as complicações pós-AVE, como a hemiplegia, que pode ocasionar impotência funcional no membro acometido, além de déficit sensitivo, cognitivo e de linguagem. A perda do controle motor do membro superior afetado pode diminuir a coordenação e alterar o tônus muscular, conduzindo a flacidez na fase inicial. Dessa forma, a articulação do ombro torna-se mais susceptível a lesões. Além disso, o surgimento de dor no ombro após um AVE pode originar estresse psicoemocional e limitações na função do membro superior. O estudo teve como objetivo avaliar a funcionalidade do ombro em pacientes com hemiplegia pós-acidente vascular encefálico, mediante queixa de dor. A pesquisa apresenta caráter descritivo e exploratório, foi realizada em três instituições que prestam atendimento fisioterapêutico na cidade de João Pessoa, cuja amostra foi composta por 30 pessoas com sequelas de AVE. Para a realização da coleta de dados foi utilizada a escala de avaliação funcional do ombro denominada UCLA (University of Califórnia at Los Angeles). A escala visual analógica (EVA) foi aplicada para medir a intensidade da dor no ombro. Também foi utilizado um questionário sóciodemográfico para caracterizar a amostra do estudo. Foram avaliados pacientes de ambos os sexos com idade média de 63 anos, destes 94% apresentavam AVE do tipo isquêmico, sendo que 73% apresentavam sequela há mais de 2 anos e 20% entre 1 e 2 anos. Na escala visual analógica (EVA) 60% referiram dor moderada e 17% dor intensa. Em relação à escala funcional de UCLA, 60% apresentaram um escore pobre, 13% razoável, 17% bom e10% excelente. A identificação precoce da dor no ombro pós-AVE favorece o planejamento de ações por parte de equipe multidisciplinar, de forma a prevenir e/ou minimizar as alterações osteomusculares que conduzem a déficits funcionais, conduzindo, portanto, à independência nas atividades diárias e funcionais e ao aumento da qualidade de vida dos pacientes.

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