Artigo Anais XII CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

“CABELO RUIM É IGUAL A BANDIDO, VIVE PRESO E ARMADO”

Palavra-chaves: ANCESTRALIDADE, MULHER, NEGRA, MÍDIA, MÍDIA Comunicação Oral (CO) Gênero, Sexualidades e Produção do conhecimento. Publicado em 08 de junho de 2016

Resumo

Por séculos a palavra e o corpo negro tem sido percebido e tratado como sinônimo de escravidão. A sociedade e a mídia têm se aproveitando dos sinais diacríticos e da pele negra para fortalecer uma colonização já raizada no preconceito e na desigualdade social. Dessa forma, a história e o reconhecimento da afrodescendência vem sendo negada por uma ideologia biopsicossocial e cultural praticada pela sociedade hegemônica branca. Esse artigo tem como objetivo discutir em tempos hodiernos a negritude, especificamente a condição da beleza da mulher negra e a influência da mídia como aspecto manipulador e educador para o processo de desconstrução feminina da beleza negra. A pesquisa foi do tipo qualitativa e descritiva, a mesma foi desenvolvida no interior da Paraíba. Participaram dessa pesquisa 22 meninas na faixa etária entre 13 e 20 anos. Os dados da pesquisa foram realizados a partir de uma entrevista coletiva, tendo como estímulo discursivo o teaser do curta-metragem KBELA da cineasta Yasmin Thayná. Para compreensão dos dados coletados da pesquisa se utilizou a análise de conteúdo de Bardin. Ao término, pode-se concluir que o não reconhecimento ou autoaceitação das meninas/mulheres negras quanto a sua ancestralidade e história estão relacionados aos instrumentos midiáticos que giram a favor de atos discriminatórios existentes numa sociedade egocêntrica de supremacia branca, que desrespeitam a população étnico-racial.

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