Artigo Anais V ENID & III ENFOPROF / UEPB

ANAIS de Evento

ISSN: 2318-7379

A EDUCAÇÃO DUPLA COMO ORIGEM DE DESIGUALDADES SOCIAIS

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO BRASILEIRA / BRAZILIAN EDUCATION, ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL/ SOCIAL STRATIFICATION, ENSINO NÃO-COGNITIVO/ NON COGNITIVE EDUCATION Comunicação Oral (CO) Formação Docente: Saberes, Sujeitos e Práticas Publicado em 21 de agosto de 2015

Resumo

O presente trabalho tem o objetivo de expor o papel da escola na manutenção e no agravamento da realidade social brasileira, estratificada e excludente. Através de uma pesquisa de cunho bibliográfico, que tem como principais autores consultados Bernardin (2013), Hespanha (2001) e Bagno (2006), apresentamos um panorama histórico da divisão escolar entre a classe social de prestígio e aquelas menos favorecidas, após o que se mostra o ensino de língua materna como ponto ilustrativo da pesquisa. Após a caracterização do prestígio que se dá à variante padrão/culta como a única estudada, no contexto do chamado “preconceito linguístico”, como proposto por Bagno (2006), lançamos como alternativa as tendências revolucionárias de ensino, que criticam ferrenhamente os paradigmas de ensino cognitivo, rotulados como tradicionais. Finalmente constatamos que a adoção dessas tendências, longe de solucionar o caso, piora-o, pois a opção pelo ensino não-cognitivo põe os alunos de escolas públicas em condição de desigualdade na concorrência com os que estudam em escolas voltadas para os resultados em concursos e vestibulares, uma vez que estes requerem o domínio de normas gramaticais. ABSTRACT This article aims to expose the role of schools in the maintenance and worsening of Brazilian social reality, stratified and exclusionary. Through a bibliographical research, which has the main authors consulted Bernardin (2013), Hespanha (2001) and Bagno (2006), we present an historical overview of the school division between the social prestigie class, and those less favored. After, we show the first language teaching as an illustrative point of the search. After a characterization of the prestige given to the standard/cult language variant as the only one studied, in the context called "linguistic prejudice," as proposed by Bagno (2006), we give as alternative the revolutionary tendency of teaching, which strongly criticizes the cognitive learning paradigms, called traditional tendencies. Finally we found the adoption of these revolutionary tendencies, instead of solving the case, worses it, because an option for the non-cognitive teaching would put public schools students in inequality condition in the competition with students of schools which intends the good results in competitive examinations, for these ones require the domain of grammatical rules.

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