Artigo Anais XI CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

MOVIMENTOS SOCIAIS À LUZ DE CONCEITOS MARXISTAS: UM ENSAIO ACERCA DO MOVIMENTO LGBT

Palavra-chaves: MOVIMENTOS SOCIAIS, COMUNIDADE LGBT, CONCEITOS MARXISTAS Pôster (PO) / Poster Submission Gênero, Sexualidades e Produção do conhecimento Publicado em 03 de junho de 2015

Resumo

Este trabalho pretende abordar a temática dos movimentos sociais tomando como recorte, sobretudo, o movimento LGBT. Na atual sociedade regida pelo modo de produção capitalista é possível identificar o antagonismo entre a classe dominante (apropriadores privados) e a classe dominada (produtores diretos). Esta última, por sua vez, é representada pelo proletariado que é composto por vários outros segmentos de classe, que possuem interesses diversos e particulares. É através dos movimentos sociais que essas bandeiras de luta são exteriorizadas. Na contemporaneidade, no entanto, assistimos uma tendência à desmobilização e fragilização dos movimentos sociais. Nesse sentido, nos propomos em realizar alguns apontamentos sobre a história da organização política do movimento LGBT e o horizonte de desafios que se impõem para a concretização e ampliação de suas lutas. Esse trabalho é resultado dos debates promovidos pela disciplina Movimentos Sociais e Serviço Social, ofertada pelo curso de Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba e se classifica como uma pesquisa bibliográfica e exploratória, norteada pelo método crítico-dialético. A partir de uma leitura e análise de conceitos marxistas como os conceitos de Sociedade Civil e Estado Ampliado, teorizados por Antônio Gramsci, salientamos que o Estado, embora preserve os interesses e sustente as concepções de mundo de uma classe, também realiza concessões para os segmentos subalternos e minoritários, atendendo neste caso às reivindicações em favor dos direitos de movimentos organizados como a Comunidade LGBT. Nesse sentido, esse movimento ainda não concluiu a sua transição de reivindicações que possam ser atendidas no interior da lógica do capital, para o que seria uma consciência de classe e humano-genérica e para um claro projeto societário anticapitalista, todavia, é preciso reconhecer sua quebra com a velha ideologia machista e patriarcalista que orienta esta sociedade e que podem desestabilizar a constituição de uma futura sociedade justa, igualitária e aberta à diversidade.

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