Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

APRENDIZAGEM DE ALGEBRA: DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA

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Entre elas, podemos destacar os conteúdos que envolvem a disciplina de matemática, que, em geral, costumam apresentar médias de resultados de aprendizagem abaixo do esperado, por grande parte dos alunos (FIORENTINI; MIORIM, 1990). Visando avaliar o desempenho dos alunos nas competências desenvolvidas em sala de aula, o Exame Nacional de Ensino médio (Enem) agrupa os conteúdos estudados nas diferentes disciplinas em uma única prova. E os alunos, tanto da rede pública quanto privada, tem o direito de realizá-la e os seus resultados são utilizados para ingresso no ensino superior na maioria das universidades brasileiras. A prova é dividida em quatro áreas de conhecimentos específicos e uma redação. Dentre essas áreas de conhecimento, destacamos a Matemática e suas Tecnologias, cuja matriz de referência está dividida em eixos, a saber: Conjuntos, Geometria, Grandezas e Medidas, Álgebra; Matemática Financeira e Estatística. Em se tratando, especificamente, da álgebra, é esperado que o aluno desenvolva habilidades de modelar e resolver problemas que envolvam variáveis; identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas; identificar no gráfico cartesiano representação para a relação de interdependência entre grandezas; e resolução de situações problemas que envolvam o conteúdo. Por esse motivo, direcionamos nossa atenção a fazer estudo da aprendizagem desse conteúdo. Desta maneira, nesta pesquisa, focamos nossa atenção para o seguinte problema: quais as dificuldades que os alunos que estudam no terceiro ano do ensino médio, em uma escola pública do município de Marabá- Pará, enfrentam para compreender e aprender álgebra, considerando que o Exame Nacional do Ensino Médio o aborda em suas questões? Visando responder essa problemática, delineamos como objetivo geral: compreender e analisar as dificuldades que os alunos que estudam no terceiro ano do ensino médio, em uma escola pública do município de Marabá, Pará, enfrentam para compreender e aprender álgebra, considerando que o Exame Nacional do Ensino Médio o aborda em suas questões. Como fundamentação teórica baseamo-nos em alguns autores, tais como: Borba; Araújo (2004); Carvalho et al(2016); D'Ambrósio (1996), Fiorentini; Miorim (1990); Gil(2008); Lins(2005); Moraes(2017); e Takaki(2008). As metodologias que utilizamos foram de cunho quantitativo e qualitativo (GERHARDT, SILVEIRA, 2009). Os instrumentos foram: questionário para os alunos, entrevista semiestruturada para a professora e observação na sala de aula desses alunos. Os participantes da pesquisa foram 29 alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola pública de zona urbana, situada no município de Marabá-Pará. Como resultados obtidos, notamos que os alunos possuem faixa etária entre 15 e 23 anos. Dentre os alunos entrevistados, 52% afirmam gostar "mais ou menos" da disciplina de matemática e, como justificativa, 70% alega ter algum tipo de dificuldade no aprendizado dos conteúdos matemáticos apresentados. E quando perguntamos aos alunos se pretendem fazer a prova do Enem, 78% afirmou que sim. Quanto à familiaridade com o assunto de álgebra, detectamos que 85% do total de alunos entrevistados afirmam possuir alguma dificuldade no entendimento do assunto. Durante a observação em sala de aula, percebemos que era comum durante o período que a professora destinava para os alunos resolverem os exercícios, eles afirmarem não entender o enunciado/comando da questão. No entanto, alguns falavam isso, sem, antes, tentarem interpretar os dados presentes na questão. Quando aplicamos o questionário a esses alunos, obtivemos que 39% não gostam de álgebra e os 61% restantes, afirmaram não entender o que o professor explica. O que nos remeteu a questionar sobre a didática que o professor tem utilizado para desenvolver as aulas. Em entrevista, a professora afirmou usar o quadro, pincel, livro didático e lista de exercícios para o desenvolvimento de suas aulas. Portanto, fica a dúvida se esses recursos são suficientes para que haja o entendimento do assunto pelos alunos. Nesse sentido, notamos que 30% dos alunos participantes da pesquisa afirmaram que a forma como o professor tem trabalhado está ótima, enquanto que os 70% restantes, apontaram algo em que adicionariam a forma da aula atual, como: fazer uso de computadores, uso de recurso didáticos e repetição dos conteúdos. Assim entendemos que essas sugestões podem contribuir para amenizar a dificuldade no aprendizado de assuntos matemáticos, dentre eles a álgebra. Como considerações finais, foi possível perceber, no período de observação, que dentre as grandes problemáticas que tem atrapalhado o bom desempenho dos alunos em álgebra, destacam-se as dificuldades em interpretar dados algébricos, o manuseio de operações fundamentais, a falta de compreensão dos conceitos básicos que subsidiam a aprendizagem do conteúdo e a didática que o professor utiliza em sua aula. Temos como expectativa que os resultados dessa pesquisa possam contribuir para a melhoria do ensino de álgebra, de forma que permita aproximá-lo a realidade do aluno para que ele consiga enxergar a relação do assunto que é trabalhado em sala de aula com a sua vida cotidiana, dando-lhe significado e aplicabilidade, o que pode favorecer a sua compreensão e aprendizagem. E, que acima de tudo, que esses resultados deem subsídios para que os processos de ensinar e aprender matemática sejam reverberados pelos professores atuais e por nós, que em breve iniciaremos essa profissão, no sentido de propiciar outras/novas formas de desenvolvê-lo em aula. Palavras-chave: Aprendizagem, Matemática, Álgebra. Referências BORBA, M. de C.; ARAÚJO, J. de L. (org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. CARVALHO, P. C. P. et al. A Matemática do Ensino Médio - volume 3. 7. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2016."
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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

APRENDIZAGEM DE ALGEBRA: DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA João Marcos Palhano da Silva/Joaomarkos75@gmail.com/ UNIFESSPA Ulisses Pereira Guimarães/ UNIFESSPA Kátia Regina da Silva/ UNIFESSPA Maria Margarete Delaia/ UNIFESSPA Narciso das Neves Soares/ UNIFESSPA Eixo Temático: Processo de ensino e aprendizagem com ênfase na inovação tecnológica metodológica e práticas docentes. Resumo Um dos principais objetivos das escolas públicas é contribuir para que os alunos desenvolvam habilidades que facilitem o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Entretanto, no ensino e na aprendizagem são encontradas algumas dificuldades ao longo desse processo de formação quanto aos conteúdos presentes nas diferentes disciplinas. Entre elas, podemos destacar os conteúdos que envolvem a disciplina de matemática, que, em geral, costumam apresentar médias de resultados de aprendizagem abaixo do esperado, por grande parte dos alunos (FIORENTINI; MIORIM, 1990). Visando avaliar o desempenho dos alunos nas competências desenvolvidas em sala de aula, o Exame Nacional de Ensino médio (Enem) agrupa os conteúdos estudados nas diferentes disciplinas em uma única prova. E os alunos, tanto da rede pública quanto privada, tem o direito de realizá-la e os seus resultados são utilizados para ingresso no ensino superior na maioria das universidades brasileiras. A prova é dividida em quatro áreas de conhecimentos específicos e uma redação. Dentre essas áreas de conhecimento, destacamos a Matemática e suas Tecnologias, cuja matriz de referência está dividida em eixos, a saber: Conjuntos, Geometria, Grandezas e Medidas, Álgebra; Matemática Financeira e Estatística. Em se tratando, especificamente, da álgebra, é esperado que o aluno desenvolva habilidades de modelar e resolver problemas que envolvam variáveis; identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas; identificar no gráfico cartesiano representação para a relação de interdependência entre grandezas; e resolução de situações problemas que envolvam o conteúdo. Por esse motivo, direcionamos nossa atenção a fazer estudo da aprendizagem desse conteúdo. Desta maneira, nesta pesquisa, focamos nossa atenção para o seguinte problema: quais as dificuldades que os alunos que estudam no terceiro ano do ensino médio, em uma escola pública do município de Marabá- Pará, enfrentam para compreender e aprender álgebra, considerando que o Exame Nacional do Ensino Médio o aborda em suas questões? Visando responder essa problemática, delineamos como objetivo geral: compreender e analisar as dificuldades que os alunos que estudam no terceiro ano do ensino médio, em uma escola pública do município de Marabá, Pará, enfrentam para compreender e aprender álgebra, considerando que o Exame Nacional do Ensino Médio o aborda em suas questões. Como fundamentação teórica baseamo-nos em alguns autores, tais como: Borba; Araújo (2004); Carvalho et al(2016); D'Ambrósio (1996), Fiorentini; Miorim (1990); Gil(2008); Lins(2005); Moraes(2017); e Takaki(2008). As metodologias que utilizamos foram de cunho quantitativo e qualitativo (GERHARDT, SILVEIRA, 2009). Os instrumentos foram: questionário para os alunos, entrevista semiestruturada para a professora e observação na sala de aula desses alunos. Os participantes da pesquisa foram 29 alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola pública de zona urbana, situada no município de Marabá-Pará. Como resultados obtidos, notamos que os alunos possuem faixa etária entre 15 e 23 anos. Dentre os alunos entrevistados, 52% afirmam gostar "mais ou menos" da disciplina de matemática e, como justificativa, 70% alega ter algum tipo de dificuldade no aprendizado dos conteúdos matemáticos apresentados. E quando perguntamos aos alunos se pretendem fazer a prova do Enem, 78% afirmou que sim. Quanto à familiaridade com o assunto de álgebra, detectamos que 85% do total de alunos entrevistados afirmam possuir alguma dificuldade no entendimento do assunto. Durante a observação em sala de aula, percebemos que era comum durante o período que a professora destinava para os alunos resolverem os exercícios, eles afirmarem não entender o enunciado/comando da questão. No entanto, alguns falavam isso, sem, antes, tentarem interpretar os dados presentes na questão. 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