Artigo Anais I CONBRACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2525-6696

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AVALIAÇÃO FITOQUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DO EXTRATO DE SCHINOPSIS BRASILIENSIS ENGLER PARA UTILIZAÇÃO EM POSSÍVEL FORMULAÇÃO TÓPICA FITOTERÁPICA

Palavra-chaves: METABÓLITOS SECUNDÁRIOS, RESISTÊNCIA BACTERIANA, PRODUTOS NATURAIS Pôster (PO) AT-03: FARMÁCIA

Resumo

O interesse pelas plantas tem aumentado nos últimos anos na busca de cura e de controle de diversas patologias, e um dos fatores relevantes deste aumento é a procura significativa por novas substâncias que substituam os medicamentos atualmente usados. As pequisas atuais proporcionaram avanços na utilização de insumos ativos farmacêeuticos (IAF) derivados de plantas medicinais. A Schinopsis brasiliensis Engler. (braúna) é popularmente utilizada como fitoterápico, sendo eficaz contra diversos microrganismos. Diversas partes dessa planta são utilizadas pela medicina tradicional, seja na forma de chás, unguentos ou “garrafadas”. As queimaduras são fontes de proliferação de microrganismos e apresentam tratamento bastante complexo, uma vez que esse tratamento irá depender da área corporal afetada. É um acidente bastante comum no Brasil e que desprende um alto valor no tratamento para o sistema único de saúde (SUS). O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia antimicrobiana do extrato da planta em estudo, frente aos microrganismos padrões presentes em lesões na pele causadas por queimaduras, bem como a avaliação fitoquímica dos extratos macerados e nebulizados da planta, visando sua incorporação em uma formulação farmacêutica tópica. A planta em estudo foi submetida a diferentes métodos de extração, para se determinar qual extrato possuía a melhor atividade frente aos microrganismos testados, bem como sua avaliação fitoquímica através de métodos descritos na literatura. A atividade antimicrobiana do extrato de “Braúna” foi avaliado pelo teste microbiológico de microdiluição para a determinação da concentração inibitória mínima (CIM). Para os ensaios microbiológicos foram utilizadas cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Enterococcus faecalis. A concentração inibitória mínima foi determinada através de análise visual após aplicação de corante resazurina, onde foi possível observar uma boa atividade contra cepas E. coli e P. aeruginosa. Não apresentando atividade satisfatória para os demais microrganismos testados. Foram quantificados metabólitos secundários como flavonoides, taninos e polifenóis, o que pode corroborar com os resultados encontrados na avaliação microbiológica, uma vez que tais componentes estão diretamente ligados com a atividade farmacológica do extrato vegetal utilizado.

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