A perspectiva desta pesquisa é a reflexão sobre o diálogo entre a atuação do projeto pedagógico “Kalama, um griô africano visitando nossa escola” e os paradigmas da Lei nº 10639/2003. Nos parâmetros de suas inserções no ensino fundamental I, de arte educação como componente curricular ou extracurricular, tendo como corpus a Escola Municipal 22 de Abril levantaremos dados primários para um estudo de caso com interpretação indutiva para discutir - de que forma o Projeto atende as prerrogativas da Lei? A pesquisa é amparada em três campos de conhecimentos: teorias sobre políticas educacionais, a negritude e a identidade. Nesta discussão a teoria educacional de Paulo Freire será alinhada a concepções culturalistas de Stuart Hall, Edward W. Said, e pensadores da negritude como o psiquiatra Frantz Fanon, o historiador Cheikh Anta Diop e o político Leopold Sendar Shengor. Pensadores que pontuaram as discussões e representações, na modernidade e contemporaneidade, das sequelas opressivas e hegemônicas do colonialismo, imperialismo e das questões de classe, seus efeitos no imaginário dos povos colonizados. Os reflexos na cultura e educação universal que reverberaram nas práticas pedagógicas da diáspora soteropolitana.