O presente artigo trata da alfabetização, enfatiza a análise das hipóteses em relação a escrita de uma criança e objetiva propor uma reflexão acerca da análise do processo de escrita de uma crianças na Educação Infantil. Consistindo em um estudo de caso, são apresentados os resultados de uma entrevista realizada com uma criança de cinco anos ainda não alfabetizada, de acordo com os estudos de Ferreiro e Teberosky (1999), que defendem quatro fases de escrita que a criança passa até que esteja alfabetizada. Para este fim, destaca-se as discussões teóricas mais pertinentes sobre o sistema de escrita, utiliza-se de testes de escrita com a criança em fase de alfabetização e por fim, é feita a avaliação e identificação do nível de escrita em que a criança se encontra no momento, além de contextualizações com a bibliografia anteriormente empregada. Para composição desta pesquisa, utilizamos de recursos semelhantes aos que foram aplicados pelas autoras Ferreiro e Teberosky (1999) em sua pesquisa inicial, sendo estes a “prova do nome próprio” e “quatro palavras e uma frase”. O trabalho está dividido em duas partes, o estudo do referencial teórico, enfatizando a constituição da escrita e uma breve apresentação dos níveis de alfabetização das crianças, em seguida é feita a apresentação dos dados obtidos com o teste e contextualizados conforme o referencial teórico. Com a finalidade de agregar maior fundamentação a nosso estudo empírico, aderimos aos conceitos de autores além de Ferreiro e Teberosky (1999), Ferreiro (2001) que através de reflexões busca compreender esse objeto social complexo que é a escrita, Teberosky e Colomer (2003) apresentando conceitos de como crianças de cinco ou seis anos aprendem a ler e a escrever e de como os indivíduos ao redor intervêm na aprendizagem da leitura e da escrita e Curto, Morillo e Teixidô (2000) contribuindo na ampliação dos conhecimentos dos professores acerca da aprendizagem das crianças em relação a leitura e escrita.