O presente artigo trata-se de um estudo de caso, fruto do trabalho desenvolvido como Acompanhante Terapêutico escolar de uma criança diagnosticada com TEA, nível dois de suporte, com idade escolar do 3º ano do Ensino Fundamental, matriculada no ensino regular em uma escola particular em Fortaleza-CE. O estudo busca descrever e analisar a função e a importância do AT dentro do ambiente escolar e da sala de aula à luz da construção da inclusão do aluno neurodiverso e da sua família na comunidade escolar, com o intuito de promover o fortalecimento do plano terapêutico e pedagógico individual, almejando que esta saia da sobrevivência e chegue à prosperidade na fase adulta. Destarte, o referido estudo concretiza-se sob a fundamentação de compreensões atuais da psicologia escolar crítica e da educação inclusiva, e sob o viés da psicanálise por intermédio do conceito da estruturação psíquica da criança e a ferramenta do brincar na sustentação do desejo no processo de ensino-aprendizagem. Levando em conta que o trabalho ocorre de modo interdisciplinar, por meio do plano terapêutico compartilhado entre escola, família e equipe multidisciplinar terapêutica particular da criança, caracterizando padrão ouro de assistência com base nas diretrizes governamentais recentes. O artigo pretende, também, trazer o questionamento atual da sociedade brasileira, acerca da presença do AT escolar se é, de fato, importante e como sua atuação pode ocorrer nas escolas em conjunto com a equipe multidisciplinar particular e com a família. Desse modo, ao mostrarmos, no estudo de caso, as notórias conquistas da criança acompanhada em seu marco do desenvolvimento e as descobertas de potencialidades até então adormecidas para além do conhecimento pedagógico da BNCC, torna-se possível responder a tais questionamentos, indicando possíveis novos caminhos a serem construídos a partir do contexto escolar em transição após as leis de inclusão.