INTRODUÇÃO: INATIVIDADE FÍSICA TEM SIDO RECONHECIDA COMO EPIDEMIA GLOBAL, SENDO IMPORTANTE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA DO SÉCULO XXI E É TAMBÉM FATOR DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES. OBJETIVO: VERIFICAR O IMPACTO DA VARIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL AO LONGO DE 12 MESES, SOBRE OS CUSTOS COM SERVIÇOS DE SAÚDE DE PACIENTES COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES. METODOLOGIA: PESQUISA APROVADA PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, CAMPUS DE PRESIDENTE PRUDENTE (CAAE 82767417.5.0000.5402). A AMOSTRA FOI COMPOSTA POR 172 PACIENTES COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATENDIDOS PELO SUS DA CIDADE DE PRESIDENTE PRUDENTE/SP. ESSES PACIENTES FORAM AVALIADOS EM DOIS MOMENTOS, COM INTERVALO DE 12 MESES ENTRE ELES. PARA VERIFICAR A ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL FOI UTILIZADO O QUESTIONÁRIO DESENVOLVIDO POR BAECKE, QUE CONSIDERA A ATIVIDADE FÍSICA REALIZADA EM DIFERENTES DOMÍNIOS (OCUPAÇÃO, ATIVIDADES ESPORTIVAS NO TEMPO DE LAZER E ATIVIDADES DE LAZER E LOCOMOÇÃO), A SOMA DESSES DOMÍNIOS REPRESENTA O ESCORE DE ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL (AFH). OS PACIENTES FORAM DIVIDIDOS ENTRE AQUELES QUE AUMENTARAM OU MANTIVERAM O ESCORE DE AFH E AQUELES QUE REDUZIRAM O ESCORE DE AFH AO LONGO DE 12 MESES. OS CUSTOS COM SERVIÇOS DE SAÚDE FORAM VERIFICADOS POR MEIO DE INFORMAÇÕES REGISTRADAS NOS PRONTUÁRIOS MÉDICOS DE 12 MESES, OS VALORES APRESENTADOS SÃO REFERENTES AOS GASTOS TOTAIS COM SAÚDE EM 12 MESES (SOMA DE GASTOS COM ATENDIMENTOS, EXAMES E MEDICAMENTOS). PARA ANÁLISE ESTATÍSTICA FOI UTILIZADO O TESTE DE MANN-WHITNEY. OS DADOS SÃO APRESENTADOS EM MEDIANA E DIFERENÇA ENTRE OS QUARTIS. A SIGNIFICÂNCIA ESTATÍSTICA FOI PRÉ-FIXADA EM VALORES INFERIORES A 5% E O SOFTWARE EMPREGADO FOI O STATA VERSÃO 16.0. RESULTADOS: DENTRE OS 172 ADULTOS AVALIADOS, A MÉDIA DE IDADE OBSERVADA FOI 54,91 (DP=8,13) ANOS, SENDO QUE 57,6% ERAM DO SEXO MASCULINO. OBSERVOU-SE MEDIANA DE GASTOS DE R$ 335,66 (385,50) PARA O GRUPO QUE AUMENTOU/MANTEVE A AFH E DE R$ 281,20 (393,72) PARA O GRUPO QUE DIMINUIU O ESCORE DE AFH AO LONGO DE 12 MESES, EMBORA SEM DIFERENÇA SIGNIFICATIVA ENTRE OS GRUPOS (P-VALOR= 0,243). CONCLUSÃO: CONCLUI-SE QUE A VARIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL AO LONGO DE 12 MESES NÃO RESULTOU EM ALTERAÇÃO SIGNIFICATIVA NOS CUSTOS COM SERVIÇOS DE SAÚDE, ENTRE ADULTOS COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATENDIDOS PELO SUS.