Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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ESTÁGIO SUPERVISIONADO REFLEXIVO: O AGIR PROFESSORAL E A IDENTIDADE DOCENTE EM (RE)CONSTRUÇÃO

Palavra-chaves: FORMAÇÃO REFLEXIVA, AGIR PROFESSORAL, IDENTIDADE DOCENTE Comunicação Oral (CO) FORMAÇÃO DE PROFESSORES Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

Dotada de complexidade e dinâmica, a profissão docente apresenta funções e práticas que não são previsíveis na representação social de “ser professor”. Nesse sentido, a construção da identidade docente recai, em dimensão mais expressiva, sobre a própria prática. Consideramos que os primeiros contatos do professor com a prática desempenham um papel fundamental para o conhecimento de si e a reconfiguração do seu agir professoral (CICUREL, 2011). Do mesmo modo, a construção da identidade docente possui um papel relevante no processo formativo, já que ela se caracteriza como um processo dinâmico que oferece ao professor a possibilidade de problematizar as suas ações atribuindo significados às suas atividades que são reinventadas através da prática (PIMENTA, 2000). Considerando o agir professoral e a construção da identidade docente como os principais elementos de análise e confrontação na formação de professores, a paradigma reflexivo de formação docente (PERRENOUD, 2002) traz importantes contribuições para a análise e reconstrução desses dois aspectos, já que o processo reflexivo tem uma estreita ligação com a identidade profissional, uma vez que demanda ao professor a consciência da natureza das suas ações através da análise de suas práticas. Nesse contexto, o presente estudo de caso tem o objetivo de analisar, apoiando-se na abordagem qualitativa interpretativista, as reconfigurações do agir professoral de uma professora em formação inicial inserida no contexto de estágio supervisionado. Para tanto, analisamos um diário reflexivo elaborado no decorrer do estágio, observando as transformações das práticas através da reflexão, autoconfrontação e reconstrução identitária. A análise dos nossos resultados nos permite afirmar que a avaliação crítica das ações tomadas na sala de aula pela professora em formação inicial possibilitou mudanças no seu agir professoral, ao mesmo tempo que evidenciou a reconstrução de traços identitários.

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