Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

PRODUÇÃO DE ÓLEO PARA ASSADURA À BASE DE PLANTAS MEDICINAIS DA PORTARIA Nº10/ANVISA, APLICADOS NA PEDIATRIA DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE CAMPINA GRANDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Palavra-chaves: PLANTAS MEDICINAIS, PEDIATRIA, INTERTRIGO Relato de Experiência(RE) Farmácia Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

Nos pacientes pediátricos, a região de utilização das fraldas é o local onde ocorrem várias dermatoses, entre as quais a dermatite das fraldas (ou assaduras). Caracteriza-se por um quadro de eczema de contato devido à presença de substâncias irritantes locais, proveniente da urina e das fezes. Geralmente a assadura manifesta-se com alterações de leve intensidade, observando-se uma vermelhidão, descamação, aspecto brilhante, mas pode se tornar mais grave, onde as lesões tornam-se mais profundas. Elas são causadas pela limpeza inadequada do local e a mudança pouco frequente da fralda, podendo ocorrer fricção da pele com a fralda propiciando o crescimento de bactérias. Nessa perspectiva, este trabalho consiste em um relato de experiência de docentes e discentes que participam de um projeto de extensão intitulado “PLANTAS MEDICINAIS: OFICINA DE REMÉDIOS/ RDC № 10, DE 9 DE MARÇO DE 2010 / ANVISA na Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba e na Pediatria de um Hospital Filantrópico” do Curso de Graduação em Farmácia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus I, Campina Grande-PB, no período de janeiro 2012 até o presente momento, com a finalidade de mostrar a produção de um óleo à base de plantas medicinais e estes serem utilizados por pacientes no Hospital da FAP (Fundação Assistencial da Paraíba), entidade beneficente sem fins lucrativos, do bairro de Bodocongó, no Município de Campina Grande-PB, na ala pediátrica. Inicialmente foram selecionadas as plantas medicinais como Calêndula officinalis (Calêndula) por possuir ação em inflamações e lesões e Matricaria recutita (Camomila) utilizada como calmante suave, que estão elencadas na portaria № 10, de 09/03/2010 / ANVISA e isentas de prescrição médica destinada ao consumidor final. A efetividade destas plantas medicinais encontra-se amparada no uso tradicional e na revisão de dados disponíveis em literatura relacionada ao tema. Em seguida, no laboratório de Fitoterapia da Farmácia Escola da UEPB, o óleo foi produzido seguindo as regras descritas na Farmacopeia Brasileira; e finalmente foi distribuído óleo a base de plantas medicinais para o tratamento de intertrigo em pacientes na pediatria do hospital da FAP. Dos resultados obtidos percebemos que um trabalho como este possibilita o envolvimento de professores, alunos e profissionais de saúde na aplicação do óleo produzido, incentivando o uso de terapia complementar em pacientes, além de proporcionar uma assistência através da distribuição de um memento com todas as informações necessárias sobre o óleo para os profissionais prescritores, estagiários e usuários. Constatamos que, para os participantes deste projeto, o conhecimento do processo de utilização desse óleo contribui para a definição de estratégias com impacto significativo na instituição de saúde, na qualidade do cuidado e no custo assistencial. Visto que, tão importante quanto atender as expectativas de um único indivíduo, é atender aos anseios de saúde e qualidade de vida de toda a população.

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