Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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A AUSÊNCIA DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO BÁSICA EM UMA CIDADE DO CARIRI CEARENSE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Palavra-chaves: SAÚDE DO HOMEM, ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE, ASSISTÊNCIA A SAÚDE Relato de Experiência(RE) Enfermagem Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

INTRODUÇÃO: A politica Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem, criada em 2008 e aprovada em 2009, tem como principal objetivo inserir o homem na atenção primária, prevenindo a morbimortalidade, por doenças previníveis. As Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) foram instituídas para o atendimento da população como um todo, colocando em prática os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) que são a integralidade, igualdade, universalidade, descentralização político-administrativa e participação da comunidade, no entanto, os serviços públicos costumam ser percebidos como um espaço feminilizado, frequentado principalmente por mulheres e composto por uma equipe de profissionais formada, em sua maioria, também por mulheres. Essa situação provocaria nos homens a sensação de não pertencimento àquele espaço. Além disso, os próprios serviços de saúde são considerados pouco aptos em absorver a demanda apresentada pelos homens, pois sua organização não estimula o acesso e as próprias campanhas de saúde pública não se voltam para este segmento. OBJETIVO: Relatar à experiência de um estágio extracurricular, evidenciando a ausência da assistência a saúde do homem na atenção básica. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, de natureza qualitativa, que teve como cenário de pesquisa uma Unidade de Saúde da Família na cidade de Brejo Santo, no Cariri Cearense, no período de Janeiro a Fevereiro de 2014. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Diante da vivência, foi observado que a efetivação de ações de atenção à saúde do homem voltadas para a prevenção de agravos, a promoção e proteção da saúde, tem representado um desafio para os profissionais da área, visto que a compreensão de fenômenos de saúde vinculados a este grupo populacional articula-se à inúmeras questões que envolvem, entre outros aspectos, os determinantes de saúde-doença associados ao gênero em questão e a prematuridade das discussões envolvendo as demandas de saúde masculina. Com relação às dificuldades enfrentadas pela enfermagem no desenvolvimento do cuidado com a saúde do homem observou-se, dentre as principais, o déficit de adesão aos tratamentos e o déficit na formação acadêmico-profissional no contexto da saúde do homem. Além da incompatibilidade da carga horária de trabalho masculina e os horários dos serviços de atenção primária que não são adaptados para essa clientela. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vivência nos faz perceber que ainda há muito a se fazer para inserir o homem na atenção básica, romper tabus, enfrentar as barreiras sociais não será fácil por parte do homem, pois ele acaba sendo visto como um ser que não chora e que não sente dor, mais que tudo isso não passa de estereótipos criados pela sociedade. Nós como enfermeiros podemos está rompendo as barreiras institucionais, evitando ambientes que favorecem somente o publico feminino, afinal os serviços de saúde na atenção básica é para todos, sem definição de grupos específicos.

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