Artigo Anais XII CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

Visualizações: 276
OS X-MEN E A IDEOLOGIA MACHISTA: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA A PARTIR DE FOUCAULT E ALTHUSSER

Palavra-chaves: HISTÓRIA EM QUADRINHOS, MACHISMO, IDEOLOGIA Comunicação Oral (CO) Gênero, Sexualidades e Modos de Subjetivação Publicado em 08 de junho de 2016

Resumo

Busca-se com este artigo analisar de que modo o discurso proferido pelas revistas em quadrinhos dos X-men, produzidas por Stan Lee, nos permite pensar uma faceta social que insiste em perdurar na nossa sociedade: o machismo. Após uma análise das revistas, percebe-se que nelas as mulheres são tratadas como objetos tanto para o prazer do homem como objetos de seu próprio prazer, na medida em que na concepção do autor e dos desenhistas, as personagens femininas não conseguem ser autônomas em relação aos seus desejos, o que as levam a realizarem atos impulsivos para satisfazê-las. Nesse sentido, as revistas, que se destinam a um determinado público-alvo, auxiliam na propagação de uma certa concepção machista da mulher. Para a construção desta análise, são utilizados dois autores de forma mais contundente, Michel Foucault e Louis Althusser, na medida em que seus pensamentos, desde questões relativas ao poder, discurso e verdade, até questões mais específicas, como o debate entre Althusser e Marx e o papel da ideologia na sociedade moderna, nos auxiliam na compreensão do porquê o machismo, enquanto ideologia, continua a existir na sociedade e em que sentido uma retomada da teoria do sujeito pode ser benéfica nesta compreensão e na subsequente desestruturação de uma noção fatalista e naturalista de uma sociedade necessariamente perpassada pelo mal do machismo. Nesse sentido, a metodologia utilizada consiste na investigação das primeiras dez revistas dos X-Men, que fazem parte da primeira série lançada, em 1963, que retrata as histórias dos mutantes como “heróis” na sociedade da época. No entanto, foca-se na análise de três cenas apenas, da segunda revista produzida dos X-men, intitulada “Ninguém pode deter o Vanisher”, publicada pela Marvel Comics Group em 1963. Dessa forma, lida-se com os personagens da revista, não como se de fato eles existissem, mas enquanto produto de um autor, buscando perquirir a relação do autor com sua obra e do autor com o seu meio, tendo em vista que as fontes selecionadas são mercadorias destinadas ao consumo e que transmitem determinadas concepções do gênero feminino que merecem serem problematizadas.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.