Artigo Anais XI CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

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ESTÁ A HETEROSSEXUALIDADE PARA A HOMOSSEXUALIDADE ASSIM COMO A NATUREZA PARA A CULTURA? O HOMOSSEXUAL COMO O OUTRO

Palavra-chaves: FEMINISMO, GÊNERO, HOMOSSEXUALIDADE, HETERONORMATIVIDADE, HETERONORMATIVIDADE Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Gênero, Sexualidades e Modos de Subjetivação

Resumo

Este trabalho tem por objetivo, partindo das perspectivas teóricas feministas inscritas nos textos “Está a Mulher para o Homem Assim Como a Natureza Para a Cultura?” de Sherry Ortner e “A Feminista como o outro” de Susan Bordo, traçar um paralelo entre a questão da desigualdade de gênero e a hierarquização das sexualidades. Partiu-se, portanto, de uma perspectiva de estudos relacionada a “gênero” para uma voltada às sexualidades e sua normatização. Evidentemente não pretendemos aqui tornar essas duas categorias de análise estanques e fragmentadas – como o faz a ciência positivista – pois entendemos que gênero e sexualidade estão intimamente ligadas para explicar a realidade social e os fenômenos ligados a elas. De modo a embasar a hipótese ventilada no título do trabalho, buscou-se, por meio da análise de quatro chamadas jornalísticas extraídas de sites e portais de considerável visibilidade na internet, demonstrar como a identidade homossexual — e dos demais dissidentes da heterossexualidade, como travestis, transexuais, intersexuais, entre outros — é vista como “a outra”, constituindo-se como marcador em contextos que não dizem respeito, a priori, à orientação sexual ou à identidade de gênero, subsidiando a manutenção da heteronormatividade social. Nos achados desse estudo, percebemos a hierarquia presente na noção de heterossexualidade em detrimento da homossexualidade nos discursos jornalísticos que põem em evidência a condição inferior das identidades não-heterossexuais. Assim, a heterossexualidade seria um elemento da natureza humana, uma dádiva divina, com funções reprodutivas que não pode ser subvertida e a homossexualidade um desvio, uma incorreção, um pecado ou promiscuidade adquirida por meio da cultura e suas influências externas e mundanas. Por isso, defendemos a ruptura com a estrutura binária heterossexual/homossexual, pois essa lógica, inventada pela Ciência Moderna e suas ramificações como a Medicina, a Pedagogia, a Psicologia, entre outras, sustenta as posições sociais que produzem iniquidades de várias ordens e excluem um conjunto de identidades que não podem ser abarcadas por essas duas noções.

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