Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

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A PERSPECTIVA DE AVALIAÇÃO A APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PRINCÍPIOS E CONCEPÇÕES

Resumo

A perspectiva de avaliação a aprendizagem na educação infantil: princípios e concepções Sarah Marques de Oliveira Instituto Federal Goiano - Campus Morrinhos - sarahmarques_25@hotmail.com Sabrina Silva Moura Instituto Federal Goiano - Campus Morrinhos - sabrinamoura396@gmail.com/ Sangelita Miranda Franco Mariano Instituto Federal Goiano - Campus Morrinhos - sangelita.mariano@ifgoiano.edu.br Eixo Temático: Políticas educacionais, avaliação e Currículo - com ênfase nas novas demandas curriculares para a formação de professores e para a docência no cotidiano das escolas de educação básica. Resumo O presente estudo trata da temática avaliação da aprendizagem na educação infantil em escolas do município de Morrinhos - Goiás. A promulgação da Constituição Federal (1988) propiciou debates acerca da importância de fornecer às crianças inseridas na educação infantil uma educação pautada em estímulos cognitivos com o intuito desenvolver nas instituições educativas um trabalho comprometido com o desenvolvimento integral da criança. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nª 9.394 (1996) estabelece que a avaliação na educação infantil constitui elemento essencial para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. De acordo com as proposições legais, a educação infantil compreende fase educacional, cujo objetivo é educar as crianças com idade entre zero e cinco anos, atentando para as necessidades de acolhimento, socialização, atenção, desvelo e afeto determinados pela especificidade dessa faixa etária. O objetivo desse trabalho é investigar e compreender como a avaliação da aprendizagem se configura no cotidiano da pré-escola, entendendo que as experiências vivenciadas pelas crianças no espaço da instituição educativa podem representar possiblidades de desenvolvimento integral das crianças. Essa primeira etapa da educação básica exige ações pedagógicas que contemplem a criança em sua totalidade, realizando a integração entre cuidado e educação. Nesse sentido, é função do professor efetivar práticas avaliativas que levem em consideração a perspectiva dialógica entre esta e a aprendizagem das diferentes linguagens infantis, por meio das ações pedagógicas realizadas cotidianamente na instituição. Este profissional, portanto deverá ser preparado para observar, registrar e analisar os dados construídos por meio dos instrumentos avaliativos utilizados, tendo como aspecto fundamental o conhecimento sobre as teorias do desenvolvimento infantil, compreendendo as implicações da avaliação no processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, psicológico e social da criança, entre outros. Argumentamos que estamos vivendo um processo de formalização de uma política de avaliação, ainda sem estar claro se da ou na educação infantil. Isto é, o termo avaliação está entrando no campo da educação infantil delimitando um novo problema social para sua política, haja vista que a educação infantil não constitui um recorte, até agora, da produção sobre avaliação na educação básica. Ao assumir o status de problema social, a avaliação na educação infantil apela por atenção pública como uma questão de política social. Assim, o tema passa a ser delimitado e enquadrado como problema, entra na agenda e na pauta de negociações de políticas sociais. (ROSEMBERG, 2013). Na educação infantil a avaliação não tem caráter de promoção ou retenção, portanto, faz-se necessário discutir qual o objetivo da avaliação nesse nível de ensino. Podemos analisar para quê e a quem serve avaliarmos as crianças com idade entre quatro e cinco anos. Seria de fato uma avaliação ou um acompanhamento do desenvolvimento infantil? Para Kramer (2000) a educação escolar dispensada às crianças pequenas possui algumas peculiaridades em relação à sua evolução, visto que, até no final do século passado, ainda predominava nas instituições destinadas à educação das crianças com idade inferior a cinco anos uma visão estritamente médica e assistencialista, em detrimento de uma concepção educativa. Para Hoffmann (2004, p. 9) são pressupostos básicos para a avaliação na educação infantil " [...] processo avaliativo permanente de observação, registro e reflexão acerca do pensamento das crianças, de suas diferenças culturais e de desenvolvimento". Compreendemos que a avaliação realizada na educação infantil deve ocorrer, portanto, de acordo com a situação vivenciada pela criança, observada e registrada pelo professor. Como caminho metodológico ressaltamos que o trabalho inicialmente partiu de estudos teóricos que desencadearam análises e reflexões sobre a avaliação da aprendizagem desenvolvida junto às crianças da educação infantil, nesse sentido, empreendemos um processo de trabalho pautado na seleção dos documentos, quais sejam: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998); Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2009); Plano Municipal de Educação de Morrinhos, Projeto Político Pedagógico de duas instituições educativas, de modo a: analisar qual a concepção de avaliação educacional estava presente nos referidos documentos, bem como identificar quais eram os instrumentos avaliativos preconizados pelos mesmos. No que se refere à avaliação os documentos oficiais são unânimes em afirmar a necessária possibilidade da utilização de diversos instrumentos de avaliação na educação infantil, dentre elas destacamos: fichas de observação, pareceres descritivos, diários e relatórios, em que a criança é avaliada a partir do domínio de habilidades requeridas para sua faixa etária. Tais práticas representam ações que precisam ser planejadas e pensadas levando em consideração o contexto em que a prática educativa ocorre. Assim, no espaço da educação infantil, a escola deve oportunizar um ambiente físico e social onde a criança perceba-se acolhida e segura para enfrentar desafios; à medida que tais desafios se ampliam, possibilitam-lhe aumentar o conhecimento de si mesma, dos outros e do meio em que vive ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como: autonomia, criatividade, expressividade e solidariedade. Enfim, considerando os aspectos citados, é relevante que a avaliação se apresente de forma significativa e permanente, valorizando todos os aspectos do desenvolvimento da criança, em especial na "educação infantil". Para tanto, a profissional que atua nessa primeira etapa da educação básica deverá ser preparado para efetuar os registros e ter domínio sobre as teorias do desenvolvimento infantil, compreendendo o momento e as necessidades de cada um de seus alunos. A professora deve ser a facilitadora para que novas descobertas sejam realizadas por suas crianças e ao mesmo tempo o espectador que vai assistir esse momento de descoberta. Não de forma passiva, mas estimulando, permitindo, incentivando e proporcionando situações que promovam o desenvolvimento. Palavras - chave: Educação infantil. Avaliação. Aprendizagem. Referências: BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996. Disponível em: < http://www.mec.gov.br >. Acesso em 10 set. 2018. BRASIL.. Constituição da República Federativa do Brasil. 10. ed. Brasília: Senado Federal, 1998. Disponível em: . Acesso em 10 set. 2018. BRASIL Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a EducaçãoInfantil. Brasília: MEC, 1999. Disponível em: . Acesso em 18 set. 2018. BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação, Brasília, 1998. HOFFMANN, Jussara. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Rio Grande do Sul: Mediação, 2004. KRAMER, Sônia. Com a pré-escola nas mãos: uma alternativa curricular para a educação infantil. 14. ed. São Paulo: Ática, 2000. ROSEMBERG, F. Políticas de educação infantil e avaliação. Cadernos de Pesquisa, v. 43, n.148, p. 44-75, jan/abr. 2013.

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