Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

ANÁLISE DAS INTERAÇÕES VERBAIS PROFESSOR-ALUNO NAS SÉRIES INICIAIS A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA COM O PIBID

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A análise pretende mostrar a interação professor-aluno, e a forma como são abordados e levantados os questionamentos do professor supervisor com relação aos alunos da turma durante a aula, levando em conta todas as formas de abordagens e a importância dos diálogos em sala de aula. Para isto, foram realizadas quatro observações em sala de aula, tendo como referencial teórico para análise das interações verbais os textos de Carvalho (2012). A referida autora apresenta categorias para a classificação e reflexão sobre os tipos de perguntas realizadas por professores em sala e a forma como recepcionam as respostas oferecidas pelos alunos. A relação professor-aluno, acaba formando o centro do processo educativo, mas, muitas das vezes essa relação leva a conflitos, pois estão inseridos nesse cenário o convívio de classes sociais, culturas, valores e objetivos diferentes (MULLER, 2002), portanto cabe ao professor buscar melhores formas de interações com esses alunos, fazendo com que os mesmos ganhem confiança na hora de exercer sua autonomia e apresentarem suas opiniões sem medo de serem inibidos ou constrangidos em sua fala durante a aula. Nessa interação verbal entre professor e aluno são colocados em foco vários aspectos, levando em conta a forma como esse professor aborda e transmite seus conhecimentos e como é a sua relação com cada aluno em sala de aula, se prioriza mais as respostas de uns do que de outros, ou se valoriza a fala de todos, buscando uma participação efetiva do grupo. Na sala de aula não deve existir apenas uma transferência de conhecimentos por parte do professor, mas, deve-se ter uma preocupação quanto ao desenvolvimento afetivo entre professor e aluno, pois isso acaba facilitando a aprendizagem, porque o professor não deve estar em sala de aula apenas para transmitir conteúdo ou fazer perguntas, ele também deve ouvir e dar atenção aos seus alunos, é o que Carvalho (2012) chama de tríade I-R-F que corresponde à Iniciativa com pergunta do professor, seguida do ouvir a Resposta do estudante e na apresentação do Feedback do professor à resposta apresentada. Neste mesmo trabalho, a autora identifica cinco tipos de perguntas apresentadas comumente pelo professor ao interagir com a turma: perguntas retóricas; perguntas sem sentido; perguntas de complementaridade; perguntas com somente duas possibilidades de respostas; perguntas que levam o aluno a raciocinar. Observa-se que apenas o último tipo de pergunta favorece uma aprendizagem significativa, sendo as demais empregadas apenas em um diálogo vazio de aprendizagens. Durante as observações em sala de aula, os estudantes pibidianos registraram todas as perguntas e respostas apresentadas e a partir destes registros, analisaram e classificaram os tipos de perguntas da professora supervisora, assim como a forma através da qual a mesma recepcionou as respostas dos alunos. Nesta análise, no entanto, buscou-se uma apreciação mais qualitativa, refletindo sobre o que as perguntas que não levam ao raciocínio podem gerar na formação destes alunos da educação básica. Os resultados das observações demonstraram aulas dinâmicas e com muito espaço para a interação verbal. A professora supervisora emprega uma metodologia que fomenta a participação oral dos alunos, o que a princípio parece ser bastante interacional, no entanto, uma análise mais cuidadosa revelou outros elementos sobre estas aulas. Para isso, o referencial teórico de Carvalho (2012) foi essencial, pois o mesmo possibilitou a identificação dos diferentes tipos de perguntas realizadas durante a aula: (1) Perguntas retóricas que são aquelas em que o professor ao perguntar não oferece tempo suficiente para que os alunos elaborem respostas e o próprio professor responde. Foram verificadas em várias ocasiões durante as observações, principalmente em uma aula de ciências sobre a preservação do ambiente em que a professora fez uma pergunta sobre a preservação e apresentou tantas dicas que acabou por responder a questão; (2) Perguntas sem sentido, que são aquelas em que o professor faz para acalmar a consciência de que está sendo compreendido. Foram observadas essas perguntas quando a professora em uma aula sobre a cultura do fumo na cidade, em que os alunos claramente não haviam compreendido, pois a mesma parecia se basear em um conhecimento prévio que os alunos não possuíam, ela ao terminar de explicar falou: "Entenderam? Preciso repetir? Está claro para vocês?"; (3) Perguntas de complementariedade, em que o professor apresenta afirmações que serão completadas pelos alunos. Foram observadas em uma aula de matemática, em que a professora usou o material dourado para ensinar sobre o sistema de numeração decimal: "Aqui são seis de..." ou "Aqui são duas cen..."; (4) Perguntas com somente duas possibilidades de respostas, que são aquelas em que os alunos escolhem uma resposta ou outra: sim ou não. Também estiveram presentes em diferentes momentos; (5) Perguntas que levam o aluno a raciocinar, aquelas que levam um pouco mais de tempo para os alunos responderem e para isso eles tem que raciocinar mais sobre os assuntos que foram expostos em aula, demonstrando o que realmente aprenderam sobre os conteúdos. A professora formulou diversas questões deixando os alunos pensarem e fazerem suas próprias colocações sobre os conteúdos expostos e depois apresentou um feedback sobre as respostas dos alunos e por várias vezes fez elogios, mesmo quando a resposta não estava completamente correta. No entanto, muitas vezes o professor só aceitava as respostas de alguns em detrimento dos outros, como também na hora de elogiar priorizava uns e os outros acabavam de certa forma sem uma atenção especial. Esta postura pode muitas vezes provocar o silenciamento de estudante que não sente sua resposta valorizada pela professora. Conclui-se que a presente análise colabora com a formação de futuros professores, ao possibilitar a reflexão sobre como a interação verbal em sala de aula é uma prática que deve ser desenvolvida com o cuidado de valorizar a participação de todos os alunos: elaborando perguntas que levem ao raciocínio, ouvindo suas respostas e dando um feedback não apenas positivo, mas propositivo, no sentido de realçar o raciocínio dos estudantes e motivar novas reflexões sobre o tema. Historicamente a escola silencia os alunos, é preciso mudar e dar voz aos alunos e o professor é o principal agente desta mudança. O professor é mediador do desenvolvimento e aprendizagem em sala de aula e sua relação de afetividade e respeito promoverá resultados bastante significativos com os seus alunos. Palavras-chave: interações verbais, relação professor-aluno, anos iniciais, formação de professores Referências MÜLLER, Luiza de Souza. A interação professor-aluno no processo educativo. Revista"
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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

ANÁLISE DAS INTERAÇÕES VERBAIS PROFESSOR-ALUNO NAS SÉRIES INICIAIS A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA COM O PIBID Genaílsa Eugênia dos Santos/janesantos1986@gmail.com/Ufal Flaviana dos Santos Silva/flaviasantosestrela@gmail.com/Ufal Paulo Vieira da Silva/vieirasilvaimoveis@gmail.com/Ufal Luiz Júnior Souza da Silva/juniorbulling@gmail.com/Ufal Naésia Daiane dos Santos Silva/naesia_dayane@hotmail.com/Ufal Tereza Cristina Cavalcanti de Albuquerque/tereza.albuquerque@arapiraca.ufal.br/Ufal Eixo Temático: Formação inicial e continuada de professores Agência Financiadora: CAPES Resumo O presente artigo, foi elaborado a partir de observações em sala de aula, realizadas durante o PIBID-Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas- Campus Arapiraca, cujo objetivo foi analisar as interações verbais entre professor e aluno durante as aulas. Essas observações foram realizadas em uma turma do 2° ano do ensino fundamental em escola da rede municipal de Arapiraca-AL. A análise pretende mostrar a interação professor-aluno, e a forma como são abordados e levantados os questionamentos do professor supervisor com relação aos alunos da turma durante a aula, levando em conta todas as formas de abordagens e a importância dos diálogos em sala de aula. Para isto, foram realizadas quatro observações em sala de aula, tendo como referencial teórico para análise das interações verbais os textos de Carvalho (2012). A referida autora apresenta categorias para a classificação e reflexão sobre os tipos de perguntas realizadas por professores em sala e a forma como recepcionam as respostas oferecidas pelos alunos. 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