Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

A IMPORTÂNCIA DA AUTONOMIA DOS EDUCANDOS NA CONSTRUÇÃO DA PRAXIS PEDAGÓGICA DO CONTEÚDO DANÇA NA ESCOLA HUMBERTO CASTELLO BRANCO

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Agência Financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES Resumo O presente estudo relata os métodos de produção utilizados pelos alunos da Escola Humberto Castello Branco da cidade do Recife- Pernambuco, para a construção do conteúdo dança no festival de cultura corporal organizado pela escola, com o objetivo de analisar a importância da autonomia dos educandos na práxis pedagógicas, sendo a práxis uma atividade concreta pela qual os sujeitos humanos se afirmam no mundo, modificando a realidade objetiva e, para poderem alterá-la, transformando-se a si mesmos (KONDER, 1992, p. 115). A escola não tem o papel reproduzir, e sim o de instrumentalizar e construir conhecimento através da dança com seus alunos (as), utilizando-a como forma de conhecimento, elemento essencial para a educação do ser social. Freire (1996, p.22) fala sobre a importância de o educador compreender que ensinar não é transferir conhecimento, ele entende que é necessário criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. O professor precisa compreender que educar é uma via de mão dupla, e para isso, faz-se necessário que o aluno tenha a devida liberdade para expressar seus pensamentos. O festival de cultura corporal é uma das etapas do projeto "Movimento ecológico" que existe desde 2001 na escola e foi idealizado para integrar a comunidade escolar para discussões sobre questões ambientais. Os alunos são divididos em equipes juntamente com um professor orientador, e cada equipe representa um elemento da natureza, tais como: ar, terra, água, mata, animais e lixo, sendo eles correlacionados com uma cor que os representa. Os educandos tiveram a liberdade para produzir sua dança baseado no elemento de seu respectivo grupo, e para tal acontecer, os mesmos realizaram estudos prévios para manifestar seus pensamentos críticos e trazer uma mensagem para toda a comunidade escolar através da expressão corporal na dança e trouxeram assuntos da atualidade, como o racismo, homofobia, desmatamento e outros problemas da nossa sociedade atual. "Os indivíduos são naturalmente propensos a realizar uma atividade por acreditarem que o fazem por vontade própria, porque assim o desejam e não por serem obrigados por força de demandas externas" GUIMARÃES (2003). Dar essa independência para que os alunos possam produzir algo que lhes foi ofertado de bom grado, possibilita que os mesmos possam expandir seus horizontes diante das inúmeras alternativas existentes de expressarem aquilo que compreendem sobre o mundo em que estão inseridos, um exemplo forte disso, foi o grupo verde que ficou com o elemento "mata", mas diante das vastas possibilidades, escolheram junto com seus professores orientadores falar sobre a história do "baobá" uma árvore que representa resistência e força dos negros, junto com isso, trouxeram a história da escravidão no Brasil. A empatia com o professor facilita a identificação pessoal com aquilo que ele apresenta em sala de aula, possibilitando a valorização das atividades e conteúdos propostos e a internalização das exigências ou demandas externas (GUIMARÃES, 2003). Sendo assim, o professor orientador tem um papel essencial em estimular seu grupo a construir suas ideias, fazendo o seu papel de mediador que ao mesmo tempo em que os orienta, os deixa livres para desenvolver a sua criatividade. Segundo BERBEL (2011) "aqueles que se percebem como "marionetes", apresentam sentimentos negativos por serem externamente guiados, tendo as causas de seus comportamentos relacionadas a fatores externos, como o comportamento ou a pressão de outras pessoas. Sendo assim, o papel do professor torna-se de extrema importância para o funcionamento dessa perspectiva". Edgar Morin (2014, p.15) fala sobre a necessidade de introduzir e desenvolver na educação o estudo das características cerebrais, culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e suas modalidades, das disposições tanto psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro ou á ilusão. Sendo assim, é de suma importância que o educando possa passar por esse processo de construção estando susceptível ao erro, levando em consideração de que o erro faz parte do seu processo de aprendizagem e de construção de um ser social. Palavras chave: Autonomia; Práxis Pedagógica; Dança. REFERÊNCIAS BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, p. 25, 1996. GUIMARÃES, S. E. R. Avaliação do estilo motivacional do professor: adaptação e validação de um instrumento. 2003. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. KONDER, Leandro. O futuro da filosofia da práxis: o pensamento de Marx no século XXI. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. MORIN, Edgar et al. Os setes saberes necessários à educação do futuro. 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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

A IMPORTÂNCIA DA AUTONOMIA DOS EDUCANDOS NA CONSTRUÇÃO DA PRAXIS PEDAGÓGICA DO CONTEÚDO DANÇA NA ESCOLA HUMBERTO CASTELLO BRANCO, RECIFE-PERNAMBUCO Letícia de Lima Souza Maciel /leticialima.ll198@gmail.com/UFPE Isabela Maria Vasconcelos Wanderley/UFPE Luana Freire Soares/UFPE Mayra Samilla da Silva/UFPE Tereza Luiza de França/UFPE Eixo Temático: Educação, linguagens, tecnologias e valores - com ênfase em referenciais, metodologias e práticas na formação humana na perspectiva emancipatória. 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Freire (1996, p.22) fala sobre a importância de o educador compreender que ensinar não é transferir conhecimento, ele entende que é necessário criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. O professor precisa compreender que educar é uma via de mão dupla, e para isso, faz-se necessário que o aluno tenha a devida liberdade para expressar seus pensamentos. O festival de cultura corporal é uma das etapas do projeto "Movimento ecológico" que existe desde 2001 na escola e foi idealizado para integrar a comunidade escolar para discussões sobre questões ambientais. Os alunos são divididos em equipes juntamente com um professor orientador, e cada equipe representa um elemento da natureza, tais como: ar, terra, água, mata, animais e lixo, sendo eles correlacionados com uma cor que os representa. 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