Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

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A CIÊNCIA FORENSE COMO TEMA TRANSVERSAL PARA O ENSINO DE QUÍMICA

Resumo

A CIÊNCIA FORENSE COMO TEMA TRANSVERSAL PARA O ENSINO DE QUÍMICA Ana Karolina Dos Santos Barbosa [1] /Karolina.sbarbosa@gmail.com /Discente do Curso de Licenciatura em Química - Instituto Federal do Pará - Campus Belém Caroliny Heloisy Dias Lima [2] /Discente do Curso de Licenciatura em Química - Instituto Federal do Pará - Campus Belém Marcelo Henrique Vilhena Silva [3] / Professor do Instituto Federal do Pará - campus Belém Raimundo Negrão Neto [4] / Professor do Instituto Federal do Pará - campus Belém Eixo Temático: Processos de ensino e aprendizagem - com ênfase na inovação tecnológica, metodológica e práticas docentes. A ciência forense é uma área interdisciplinar que envolve física, biologia, química, matemática, dentre outras ciências, com o objetivo de dar suporte às investigações relativas à justiça civil e criminal (SILVA, P. S. e ROSA, M. F., 2013). Nos últimos anos, o interesse por essa ciên­cia tem crescido devido às séries televisivas que retratam o cotidiano de equipes de pesquisadores forenses. Esse tipo de programa televisivo auxilia na construção de situações que possibilitam o desenvolvimento da cognição, despertando o inte­resse principalmente do público adolescente (CRUZ, A., et al Apud SOUZA, 2008). De acordo com FILHO, C. D. e ANTEDOMENICO, E., 2010; temas midiáticos com potencial aspecto interdisciplinar não são explorados nos meios de ensino; dessa maneira, negligenciando a valorização da interdisciplinaridade e da contextualização sugeridos pelo MEC, mediante aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), Brasil, 2000. Segundo JUNIOR, A. S., et al, 2018; fazer com que o professor consiga trazer o cotidiano do aluno para dentro de sala de aula, de forma que ele consiga visualizar a teoria e aplicá-la ao seu dia a dia, se torna imprescindível, pois proporciona ao educando uma aprendizagem mais efetiva e integrada. Contudo, é importante também fazer com que a contextualização aguce a curiosidade e atenção do discente, visto que atualmente é bastante notório o desinteresse dos alunos em sala de aula, ocorrendo, provavelmente, por conta das aulas monótonas e cansativas à eles proporcionadas, como afirma SILVA, S. A., et al, 2015. Dessa maneira, faz-se necessário que novas metodologias de ensino sejam criadas/adaptadas para suprir a carência atual do ensino em conseguir conciliar as orientações sugeridas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), Brasil, 2000; com a realidade e o meio vivido pelos discentes, preparando-os para o exercício pleno da cidadania, fazendo com que eles possam participar criticamente das questões sociais, tendo em vista os conceitos químicos que lhes foi ensinado durante sua formação escolar. O objetivo geral do trabalho consistiu-se em introduzir questões sociocientíficas em aulas experimentais de Química, através de técnicas comumente utilizadas nas Ciências Forenses, possibilitando ao aluno um maior entendimento do assunto vinculado com questões de âmbito social. A metodologia foi aplicada em 2 (duas) turmas pertencentes ao 1° ano do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal do Pará - campus Belém. Como pré-requisito todas as turmas já haviam tido o embasamento teórico em sala de aula necessário para que os discentes conseguissem compreender as praticas que seriam utilizadas durante a aplicação da metodologia. Primeiramente, aplicou-se para as turmas um questionário onde foram abordadas questões sobre como os alunos se relacionam com o conteúdo de química, e sua visão sobre a disciplina relacionada com questões de âmbito social. Para aplicação da metodologia foi montado uma suposta cena de crime em uma sala de aula do Instituto, para onde os alunos foram levados. Foram feitas as discussões iniciais sobre a cena, e foram definidos para os alunos como seriam realizadas as analises laboratoriais dos vestígios encontrados na cena do crime. Posteriormente, os alunos foram levados para o laboratório, onde procederam-se os experimentos para identificação de sangue, separação de misturas e identificação de impressões digitais. Espera-se que partir do Tema Transversal trabalhado, verificar se foi possível com que os discentes pudessem formar suas próprias concepções criticas sociais a partir do problema apresentado para eles, e com a prática realizada em laboratório espera-se que os alunos consigam colocar em pratica a teoria que eles haviam aprendido na disciplina, uma maior organização entre os alunos e uma melhor sociabilidade para trabalhar em grupo. Palavras-chave: Química Forense, Temas Transversais, Metodologias de Ensino. Referências BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2000. CRUZ, Antonio A.C., RIBEIRO, Viviane G. P., LONGHINOTTI, Elisane e MAZZETTO, Selma E. A Ciência forense no Ensino de Química por Meio da Experimentação Investigativa e Lúdica. Química Nova Na Escola, v. 38, n.2, p.167-172, 2016. FILHO, Claudemir Rodrigues Dias., ANTEDOMENICO, Edilson. A Perícia Criminal e a Interdisciplinaridade no Ensino de Ciências Naturais. Química Nova na Escola, v.32, n.2, 2010. SILVA, Priscila Sabino., ROSA, Mauricio Ferreira. Utilização da Ciência Forense do Seriado CSI no Ensino de Química. Revista Brasileira de Educação e Cultura, v.6, n.3, 2013. SILVA, Suelen Alves., et al. As Influências do uso de Espaços e Ferramentas Diferenciadas no Aprendizado. Extramuros, v.3, n.1, Edição Especial, 2015. JUNIOR, Adil de Souza Oliveira., et al. Ensino do Modelo Atômico de Bohr, Quimioluminescência e Luminol: Análise dos Livros Didáticos de Campo Mourão com Base nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Química do Paraná. ACTIO: Docência em Ciências, v.3, n.1, p.75-90, 2018.

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