Resumo Trabalho

CORRELAÇÕES ENTRE DIFERENTES TESTES DE DESEMPENHO NEUROMUSCULAR EM UM GRUPO DE ATLETAS DE DIFERENTES MODALIDADES ESPORTIVAS.

Autor(es): PEDRO AUGUSTO BIANCHI DA FONSECA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, PAULO RICARDO PALHARES, SÍDNEI CARLOS DE PAROLIS, MAÍRA BOTTCHER LUIZ, JEAN FLAVIO ALVES, BERNARDO NEME IDE

Na avaliação de atletas de modalidades onde a força e a potência são requisitadas, é comum encontrar correlações significativas entre testes de força (uma repetição máxima [1RM], força pico [FP] e a taxa de desenvolvimento de força [TDF]), desempenho em saltos (squat jump [SJ] e countermovement jump [CMJ]) e a velocidade, aceleração e força horizontal em sprints. Todavia, em amostras mais heterogêneas, tais correlações ainda não foram observadas. O objetivo deste trabalho foi analisar as correlações entre os testes acima descritos, mas em um grupo composto por atletas de modalidades esportivas diversificadas. Nossa hipótese foi que, apesar da heterogeneidade do grupo, algumas correlações significativas seriam mantidas. Vinte e um atletas do sexo masculino (idade=35±11anos, altura=1,77±0,08m, massa=74,8±10,0kg, % de gordura=11,0±4,1%, tempo de treino=7±5 anos) de modalidades como a corrida de rua (10 e 5km, n= 12), Jiu-Jitsu (n=4), sprinters de 400m e 400m c/ barreira (n=2), futebol (n=1), natação 100m livre (n=1) e rugby (n=1), participaram do estudo. Foram feitas 3 visitas, com intervalo de uma semana cada. As duas primeiras foram destinadas à familiarização com os testes e a terceira à coleta de dados, sendo que, em todas as visitas, os testes foram realizados na seguinte ordem: 1) SJ e CMJ; 2) FP; 3) 1RM no agachamento; 4) sprint de 30m. Foram calculadas correlações de Pearson, com nível de significância estabelecido em p<0,01. Observamos correlações significativas entre a FP e SJ (r=0,59), CMJ (r=0,58), velocidade média (r=0,61), aceleração (r=0,60) e força horizontal no sprint (r=0,71). A TDF no intervalo de 0- 100 ms teve correlações significativas com o SJ (r=0,60), CMJ (r=0,59), velocidade média (r=0,63), aceleração (r=0,61) e força horizontal no sprint (r=0,72). Já o teste de 1RM mostrou correlações significativas com o SJ (r=0,62), CMJ (r=0,65), velocidade média (r=0,55) e força horizontal no sprint (r=0,68). A FP e a TDF 0-50 apresentaram correlações significativas somente com a força horizontal (r = 0,67 e r=0,59, respectivamente). Os resultados confirmaram a nossa hipótese de que, mesmo para grupos atléticos mais heterogêneos, com diferentes níveis de força e experiências de treino, as correlações entre alguns testes de força muscular, desempenho em saltos e velocidade no sprint de 30m são mantidas.

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