Resumo Trabalho

REPRODUTIBILIDADE DO PROTOCOLO NÃO EXAUSTIVO DE DUPLOS ESFORÇOS EM CORRIDA VAI-VEM DE 20 METROS

Autor(es): PRISCILA FALEIRO DE BIASE, CAROLINA CIRINO , MARIA CAROLINA TRAINA GAMA , CLAUDIO ALEXANDRE GOBATTO , FÚLVIA DE BARROS MANCHADO-GOBATTO

O treinamento aerÓbio promove importantes adaptaÇÕes ao metabolismo oxidativo e ao sistema cardiorrespiratÓrio. Resultados individuais referentes À capacidade aerÓbia se mostram correlacionados ao desempenho esportivo e vÊm sendo amplamente utilizados como ferramenta de prescriÇÃo e monitoramento das intensidades de treino. Um interessante mÉtodo de estimativa individual da aptidÃo aerÓbia, o teste nÃo exaustivo de duplos esforÇos (NEDE), caracteriza-se por um modelo de avaliaÇÃo que se propÕe a identificar a intensidade de limiar anaerÓbio por meio da execuÇÃo de duplos esforÇos idÊnticos, separados por um intervalo passivo entre eles, com monitoramento de respostas fisiolÓgicas nesses bouts. Embora com significante aplicabilidade devido sua caracterÍstica nÃo exaustiva, propostas aplicando o NEDE sÃo mais observadas em esforÇos contÍnuos, executados em ambientes laboratoriais. O presente estudo objetivou adaptar o NEDE a esforÇos de corrida vai-vem de 20m e testar a reprodutibilidade desse protocolo. Para isso, nove indivÍduos do sexo masculino (23 ± 2 anos 79,8 ± 10,3 kg; 179 ± 5 cm e 12,2 ± 2,9 %gordura) realizaram quatro diferentes intensidades de corrida vai-vem, cada uma composta por dois bouts de 180s de duraÇÃo (E1 e E2) separados por uma pausa passiva de 90s. A cada encontro, o avaliado realizou duas intensidades diferentes com intervalo de uma hora, totalizando quatro intensidades para o NEDEteste e quatro para o NEDEre-teste. Amostras de sangue para anÁlise do lactato sanguÍneo (LAC) e valores de percepÇÃo subjetiva de esforÇo (PSE) foram coletados ao final de cada esforÇo e o consumo de oxigÊnio (VO2) e frequÊncia cardÍaca (FC), obtidos continuamente, para posterior cÁlculo das mÉdias dos Últimos 30s de cada esforÇo. As diferenÇas entres os valores das variÁveis encontrados ao final de cada bout (ΔV=E2 - E1), para todas as intensidades, foram plotadas em grÁficos de intensidade vs ΔV. A determinaÇÃo do limiar anaerÓbio pelo NEDE, considerada a intensidade na qual as variÁveis fisiolÓgicas apresentam estabilizaÇÃo, foi considerada o intercepto-y dos ajustes observados para cada variÁvel (LAC, VO2, FC e PSE). Os resultados estÃo expressos em mÉdia±DP. A mÁxima capacidade aerÓbia obtida pelo NEDEteste e re-teste foi 7,4±0,9 e 7,4±1,6 km/h para anÁlise por LAC; 7,5±1,8 e 8,5±3,2 km/h observada pelo VO2; 8,9±3,7 e 8,1±5,0 para FC e 7,5±2,5 e 7,0±1,4 quando adotada a PSE, nÃo sendo observadas diferenÇas entre as anÁlises por variÁveis (LAC p=0,69; VO2 p=0,56; FC p=0,66; PSE p=0,57). Apesar da similaridade das mÉdias, apenas a intensidade determinada por LAC apresentou significante correlaÇÃo entre teste e reteste (r=0,78 e p=0,01). Nossos resultados sugerem que a adaptaÇÃo do NEDE À corrida vai-vem 20m É possÍvel, mas a reprodutibilidade do mÉtodo apenas foi confirmada quando a mÁxima capacidade aerÓbia foi determinada por anÁlise lactacidÊmica. Apoio CAPES.

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