Resumo Trabalho

AS BARREIRAS E FACILITADORES PARA A PRÁTICA DO SKATE POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Autor(es): DANILO MARCELO DE LARA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FELIPE DE PILLA VAROTTI

O esporte adaptado É praticado por pessoas com deficiÊncia (PCD). Em muitos casos, o esporte provoca benefÍcios que melhoram a socializaÇÃo e a saÚde das PCD, uma vez que É capaz de potencializar suas capacidades e minimizar suas limitaÇÕes. Uma prÁtica esportiva que ilustra essa relaÇÃo refere-se ao skate. Praticado por 8,5 milhÕes de pessoas no Brasil, segundo levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, recentemente tal modalidade ganhou ainda mais destaque, apÓs ser incluÍda no programa de modalidades para os Jogos OlÍmpicos de TÓquio 2020. Entretanto, no cenÁrio dos esportes adaptados, essa modalidade ainda É pouco praticada e difundida. Considerando esse contexto, o objetivo deste estudo foi verificar quais sÃo as barreiras e os facilitadores que levam pessoas com deficiÊncia a praticarem o skate. Por meio de uma pesquisa qualitativa, realizamos entrevistas semiestruturadas com cinco atletas de skate, sendo dois com deficiÊncia visual e trÊs com deficiÊncia fÍsica. Todos sÃo praticantes da modalidade Street - pista que simula obstÁculos de rua como escadarias, rampas e corrimÕes - e Park - pista que se assemelha com as antigas piscinas norte-americanas da dÉcada de 70 com formato de taÇa rasa. Para anÁlise das informaÇÕes, utilizamos a anÁlise de conteÚdo e subdividimos em categorias, a saber: (A) Barreiras – preconceito, pouco aperfeiÇoamento tÉcnico, falta de acessibilidade para instalaÇÕes esportivas, falta de equipamentos adaptados; (B) Facilitadores – incentivo de amigos e familiares, skate como meio de transporte. Todos os entrevistados relataram ter sofrido algum tipo de preconceito, seja de pessoas da comunidade, ou mesmo de outros atletas. A falta de conhecimento e a desconfianÇa da populaÇÃo faz com que as pessoas julguem de maneira equivocada a prÁtica da modalidade por parte de pessoas com deficiÊncia. O pouco aperfeiÇoamento tÉcnico tambÉm foi uma das barreiras apontadas, uma vez que os atletas possuem limitaÇÕes para a realizaÇÃo de algumas movimentaÇÕes e tÉcnicas da modalidade. A acessibilidade para pistas e locais que reÚnem atletas e interessados foi outro fator negativo. Os entrevistados relataram desconhecer algum local que seja adaptado. O mesmo acontece em relaÇÃo ao skate e aos equipamentos de proteÇÃo utilizados, os quais nÃo sÃo fabricados de acordo com as necessidades das pessoas com deficiÊncia. Apesar dos desafios, os entrevistados relataram ter o apoio de familiares e amigos. E ainda, muitos visualizam no skate um meio de transporte que os tornam independentes e capazes de se locomoverem em suas respectivas cidades. Por meio do estudo, esperamos ampliar a discussÃo sobre a prÁtica de esportes para as pessoas com deficiÊncias. Visamos contribuir com subsÍdios para que a sociedade possa compreender os significados e benefÍcios promovidos pelo esporte para a vida de pessoas com deficiÊncia.

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