Resumo Trabalho

CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, FORÇA E FLEXIBILIDADE EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE ALCOBAÇA, BAHIA

Autor(es): RÍZIA ROCHA SILVA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, LUCAS LIMA GALVÃO, JAIR SINDRA VIRTUOSO JÚNIOR, DOUGLAS DE ASSIS TELES SANTOS, JOILSON MENEGUCI, SHEILLA TRIBESS

A atividade física exerce um papel importante na vida do idoso, pois diminui os efeitos degradativos do processo de envelhecimento, melhorando assim sua qualidade de vida. Mas o que vem sendo evidenciado é que com o avançar da idade, menor é a adesão à sua prática, aumentando assim o tempo em atividades sedentárias, potencializando os resultados negativos de saúde no idoso. O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação entre o nível de atividade física com a força e flexibilidade em idosos do município de Alcobaça, Bahia. Este trabalho faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso de Alcobaça (ELSIA), caracteriza-se como observacional com delineamento transversal do tipo analítico. A amostra foi constituída por 465 idosos de ambos os sexos com idade ≥60 anos. O nível de atividade física dos idosos foi avaliado utilizando-se a versão longa do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Para avaliação da flexibilidade dos membros superiores e inferiores foi utilizado os testes da bateria do Senior Fitness Test. A força foi avaliada através do teste de preensão manual da mão dominante, com o dinamômetro hidráulico da marca SAEHAN e com o teste de flexão de antebraço para os membros superiores, para os membros inferiores foi utilizado o teste de sentar e levantar da cadeira. Para análise dos dados foi utilizado análise descritiva (média e desvio padrão) e o teste de Kolmogorov-Smirnov para verificar a normalidade dos dados, seguido do teste de correlação de Spearman, p<0,05. Resultados: Os participantes tiveram média de idade de 70,25 anos (DP=8,26), estatura 1,57 m (DP=9,63) e IMC 27,30 kg/m2 (DP=5,39). Houve correlações positivas pequenas entre o nível de atividade física e a flexibilidade de membros superiores (p = 0,000, r = -0,184), força de preensão manual (p= 0,002, r=-0,148) e flexão de antebraço (p= 0,000, r= -0,256), correlação positiva média de sentar e levantar da cadeira (p= 0,000, r= -0,309) e não houve correlação significante em flexibilidade de membros inferiores (p=0,377, r=-0,041). Concluiu-se que o nível de atividade física correlaciona-se positivamente ao aumento das capacidades físicas relacionadas, apontando assim, quanto maior o nível de atividade física, melhor será o desempenho da flexibilidade de membros superiores, e da força dos membros superiores e inferiores.

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