Resumo Trabalho

OS DESAFIOS DA PRÁTICA DE ENSINO NA PROFISSIONALIZAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: EM QUESTÃO, AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Autor(es): SAMUEL DE SOUZA NETO, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, LUIZ GUSTAVO BONATTO RUFINO

ESTA PESQUISA TRATA DA PRÁTICA COMO LUGAR DE FORMAÇÃO E PRODUÇÃO DE SABERES, CONSIDERANDO QUE AS REFORMAS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS (BRASIL, 1996), POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DOCENTE (BRASIL, 2002; 2004; 2015) E DE ESTÁGIO PROFISSIONAL (BRASIL, 2008) PASSARAM A PRIVILEGIAR UMA PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE PAUTADA EM UM CORPO DE CONHECIMENTOS E FORMAÇÃO PRÁTICA. NA EDUCAÇÃO SUBSTITUI-SE O PARADIGMA DE FORMAÇÃO DO EDUCADOR PELO PARADIGMA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO. EMBORA HAJA ESSE DIMENSIONAMENTO SE QUESTIONA: QUAL É IDADE DO ENSINO QUE SE ENCONTRA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES? PORTANTO, ESTE ESTUDO TEM COMO OBJETIVOS IDENTIFICAR E ANALISAR NAS PROPOSTAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE IES OS ELEMENTOS QUE PODEM CARACTERIZAR PERSPECTIVAS DE UM PROCESSO DE PROFISSIONALIZAÇÃO. OPTA-SE PELO ESTUDO EXPLORATÓRIO, ESCOLHENDO COMO PARTICIPANTES QUATRO UNIVERSIDADES PÚBLICAS PAULISTAS E UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA FEDERAL E QUATRO ORIENTADORES DE ESTÁGIO E COMO TÉCNICAS: ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, ANÁLISE DOCUMENTAL E ANÁLISE DE CONTEÚDO. ENTRE OS RESULTADOS SE PODE OBSERVAR QUE: AS CONCEPÇÕES DE ESTÁGIO SÃO DIFERENTES NAS TRÊS IES, HAVENDO UMA MAIOR APROXIMAÇÃO ENTRE USP E UNICAMP POR DIVIDIREM PARTE DA CARGA HORÁRIA DO ESTÁGIO ENTRE AS FACULDADES DE EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA, ENQUANTO QUE NA UNESP/RC E UFSCAR O ESTÁGIO FICA CENTRALIZADO NO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E NO DEPARTAMENTO DE METODOLOGIA DO ENSINO. PORÉM, A SUPERVISÃO NAS ESCOLAS É DIFERENTE POR PARTE DAS IES. EM COMUM, NAS IES, SE OBSERVA NA FORMAÇÃO/ORIENTAÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS UMA PREOCUPAÇÃO COM A REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O PROCESSO DE ENSINO; A TENTATIVA POR PARTE DOS ORIENTADORES EM TRABALHAR A QUESTÃO DA GESTÃO DA CLASSE E DO DOMÍNIO DOS CONTEÚDOS; ANÁLISE DO ENSINO REALIZADO NOS RELATÓRIOS; O RECONHECIMENTO DA ESCOLA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO E DO PROFESSOR SUPERVISOR COMO ALGUÉM QUE PODE SE TORNAR UM PARCEIRO DO PROCESSO FORMATIVO. OS DADOS APONTAM PARA UM CONHECIMENTO DE BASE QUE DÁ SUSTENTAÇÃO A PROFISSIONALIZAÇÃO DO ENSINO, BEM COMO ELUCIDAM QUE HÁ UMA LIMITAÇÃO NA ARTICULAÇÃO ENTRE CONTEÚDOS E PRÁTICAS NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA COMO UM TODO. NO ENTANTO, TAMBÉM HÁ UMA PRÁTICA PROFISSIONAL QUE PASSA A SER ANALISADA E FUNDAMENTADA, EM PARTICULAR NA UNESP/RC, ASSIM COMO A BUSCA DE UMA PARCERIA UNIVERSIDADE-ESCOLA MAIS CONCRETA, BEM COMO COMEÇA A HAVER UMA MAIOR APROXIMAÇÃO E TRABALHOS CONJUNTOS. CONCLUIU-SE QUE HÁ PRÁTICAS DE COLABORAÇÃO; MODELOS DE ALTERNÂNCIA PARA A FORMAÇÃO ENTRE UNIVERSIDADE E ESCOLA, ENVOLVENDO PRÁTICAS DE UMA CULTURA MAIS ATIVA E DE DIMENSÕES EXPERIENCIAIS DENTRO E FORA DOS MUROS DA UNIVERSIDADE.

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