Resumo Trabalho

PESSOAS COM DOENÇA DE PARKINSON NÃO APRESENTAM PREJUÍZO NA ADAPTAÇÃO IMPLÍCITA DO ACOPLAMENTO VISUOMOTOR PARA O CONTROLE POSTURAL

Autor(es): CAIO FERRAZ CRUZ, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, GIOVANNA GRACIOLI GENOVES, FLÁVIA DONÁ, JOSÉ ANGELO BARELA

A DOENÇA DE PARKINSON (DP) PROVOCA DIFICULDADES NO CONTROLE DOS MOVIMENTOS, DEVIDO ÀS ALTERAÇÕES NOS SISTEMAS MOTOR E SENSORIAL, TENDO SIDO SUGERIDO QUE PESSOAS COM DP TÊM DEPENDÊNCIA MAIOR DA INFORMAÇÃO VISUAL PARA CONTROLAR SEUS MOVIMENTOS. O OBJETIVO DESTE ESTUDO FOI ANALISAR OS EFEITOS DA EXPOSIÇÃO A ESTÍMULOS VISUAIS COMPLEXOS NA ADAPTAÇÃO IMPLÍCITA NO DESEMPENHO DO CONTROLE POSTURAL E NO ACOPLAMENTO ENTRE A INFORMAÇÃO VISUAL E A OSCILAÇÃO CORPORAL EM PESSOAS COM DP, DURANTE A MANUTENÇÃO DA POSTURA EM PÉ E QUIETA. VINTE E UMA PESSOAS COM DP IDIOPÁTICA (IDADE: 62,1 ± 7,2 ANOS), ESTÁGIOS 1 E 2 DA ESCALA DE HOEHN & YAHR, SOB EFEITO DE MEDICAÇÃO DOPAMINÉRGICA, E 21 PESSOAS SEM COMPROMETIMENTO ORTOPÉDICO OU NEUROLÓGICO CONHECIDO QUE PUDESSE COMPROMETER O EQUILÍBRIO CORPORAL (GRUPO CONTROLE, IDADE: 62,3 ± 7,1 ANOS) PARTICIPARAM DESTE ESTUDO. CADA PARTICIPANTE FICOU EM PÉ DENTRO DE UMA SALA MÓVEL E FOI SOLICITADO A OLHAR PARA UM ALVO NA PAREDE FRONTAL, PERMANECENDO O MAIS PARADO POSSÍVEL POR 60 S, ENQUANTO A SALA FOI MOVIMENTADA CONTINUAMENTE NA DIREÇÃO ÂNTERO-POSTERIOR. NENHUMA INFORMAÇÃO SOBRE O MOVIMENTO DA SALA FOI FORNECIDA. CADA PARTICIPANTE REALIZOU 12 TENTATIVAS. NAS 3 PRIMEIRAS TENTATIVAS, A SALA FOI MOVIMENTADA COM FREQUÊNCIA CONSTANTE DE 0,2 HZ; NAS 6 TENTATIVAS SEGUINTES, COM FREQUÊNCIAS COMBINADAS DE 0,1, 0,3 E 0,5 HZ (ESTÍMULO VISUAL COMPLEXO); E NAS ÚLTIMAS 3 TENTATIVAS, A SALA VOLTOU A OSCILAR COM FREQUÊNCIA CONSTANTE DE 0,2 HZ. O DESLOCAMENTO DA SALA E A OSCILAÇÃO DO TRONCO FORAM OBTIDOS USANDO EMISSORES DE INFRAVERMELHO (OPTOTRAK) FIXADOS NA PAREDE FRONTAL E NAS COSTAS DO PARTICIPANTE, RESPECTIVAMENTE. O DESEMPENHO POSTURAL FOI EXAMINADO USANDO A AMPLITUDE MÉDIA DE OSCILAÇÃO (AMO) E A RELAÇÃO ENTRE A INFORMAÇÃO VISUAL E A OSCILAÇÃO CORPORAL FOI EXAMINADA USANDO COERÊNCIA, GANHO, FASE, VARIABILIDADE DE POSIÇÃO E DE VELOCIDADE. PESSOAS COM DP APRESENTARAM MAIOR MAGNITUDE DE OSCILAÇÃO CORPORAL E MAIS ATRASADA EM RELAÇÃO AO ESTÍMULO VISUAL (MENORES VALORES DE FASE) QUE O GRUPO CONTROLE, TANTO ANTES QUANTO APÓS A EXPOSIÇÃO AOS ESTÍMULOS COMPLEXOS. NAS DEMAIS VARIÁVEIS, NÃO HOUVE DIFERENÇA ENTRE OS GRUPOS. APÓS A EXPOSIÇÃO AOS ESTÍMULOS COMPLEXOS, AMBOS OS GRUPOS REDUZIRAM A COERÊNCIA E O GANHO E AUMENTARAM A VARIABILIDADE DE POSIÇÃO E DE VELOCIDADE. ESTES RESULTADOS INDICAM QUE AS PESSOAS NOS ESTÁGIOS INICIAIS DA DP MODIFICARAM O ACOPLAMENTO ENTRE A INFORMAÇÃO VISUAL E A OSCILAÇÃO CORPORAL DE FORMA SIMILAR A SEUS PARES APÓS A EXPOSIÇÃO A ESTÍMULOS VISUAIS COMPLEXOS, SEM TER CONHECIMENTO EXPLÍCITO DAS INFORMAÇÕES VISUAIS. PORTANTO, SUGERE-SE QUE PESSOAS EM ESTÁGIOS INICIAIS DA DP SÃO CAPAZES DE REPESAR IMPLICITAMENTE A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO VISUAL, FAZENDO USO DE OUTRAS INFORMAÇÕES SENSORIAIS PARA CONTROLAR SUA ORIENTAÇÃO E ESTABILIDADE POSTURAL. APOIO CAPES E FAPESP.

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