Resumo Trabalho

INICIALIZAÇÃO DO ANDAR EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON DIAGNOSTICADOS COM E SEM CONGELAMENTO DA MARCHA

Autor(es): DOUGLAS VICENTE RUSSO JUNIOR, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FLÁVIA DONÁ, ODAIR ALFONSO BACCA RAMIREZ, JOSÉ ANGELO BARELA, ANA MARIA FORTI BARELA, GIOVANNA ATHANASIO CHAVES MACHADO

A INICIALIZAÇÃO ENVOLVE A TRANSIÇÃO ENTRE A POSTURA ERETA E QUIETA E O ANDAR, E PODE SER ALTERADA EM PESSOAS COM DOENÇA DE PARKINSON (DP). ALÉM DISSO, PESSOAS COM DP PODEM APRESENTAR O CONGELAMENTO DA MARCHA, QUE SE REFERE A UMA REDUÇÃO INVOLUNTÁRIA DA PROGRESSÃO DOS PÉS À FRENTE, PROVOCANDO DÉFICITS NO EQUILÍBRIO E LOCOMOÇÃO. O OBJETIVO GERAL DESTE ESTUDO FOI INVESTIGAR A INICIALIZAÇÃO DO ANDAR EM PESSOAS COM DP DIAGNOSTICADAS COM E SEM CONGELAMENTO DA MARCHA. TRINTA E SETE INDIVÍDUOS COM DP IDIOPÁTICA (63,26 ± 7,97 ANOS), CLASSIFICADOS ENTRE 1 E 3 DA ESCALA DE HOEHN E YAHR, PARTICIPARAM DESTE ESTUDO, SENDO QUE DESSE TOTAL, 14 PARTICIPANTES FORAM DIAGNOSTICADOS COM CONGELAMENTO DA MARCHA. A INICIALIZAÇÃO DO ANDAR FOI REALIZADA SOBRE UMA PASSARELA DE 9 M DE EXTENSÃO EQUIPADA COM TRÊS PLATAFORMAS DE FORÇA (KISTLER), SENDO DUAS DELAS POSICIONADAS LADO A LADO E A TERCEIRA POSICIONADA À FRENTE DAS DUAS PRIMEIRAS E RODADA 90 GRAUS. TODOS OS PARTICIPANTES FORAM AVALIADOS NO PERÍODO “ON” DA MEDICAÇÃO, E FORAM INSTRUÍDOS A PERMANECER EM PÉ, COM CADA PÉ POSICIONADO SOBRE UMA DAS PLATAFORMAS DE FORÇA POSICIONADAS LADO A LADO, COM O PESO DO CORPO DISTRIBUÍDO IGUALMENTE ENTRE OS DOIS MEMBROS. APÓS UM COMANDO VERBAL, ELES INICIARAM O ANDAR COM O MEMBRO PREFERIDO E COM VELOCIDADE AUTO-SELECIONADA E CONFORTÁVEL ATÉ O FINAL DA PASSARELA (APROXIMADAMENTE 4 M) SEM INTERRUPÇÃO, SENDO QUE O PRIMEIRO PASSO TOCOU A TERCEIRA PLATAFORMA DE FORÇA. MARCADORES REFLETIVOS FORAM AFIXADOS EM PONTOS ANATÔMICOS ESPECÍFICOS, DE ACORDO COM O MODELO BIOMECÂNICO “VICON PLUG-IN FULL BODY GAIT”. AS VARIÁVEIS PRINCIPAIS PARA ESTE ESTUDO FORAM: DISTÂNCIA ENTRE O CENTRO DE MASSA (CM) E O CENTRO DE PRESSÃO (CP) DURANTE A RETIRADA DO CALCÂNEO E DOS ARTELHOS DO SOLO DOS DOIS MEMBROS E CONTATO DO CALCÂNEO À FRENTE DO MEMBRO QUE EXECUTOU O PRIMEIRO PASSO; E IMPULSOS HORIZONTAIS NAS DIREÇÕES MÉDIO-LATERAL (ML) E ANTEROPOSTERIOR (AP) DE AMBOS OS MEMBROS. AS VARIÁVEIS SECUNDÁRIAS FORAM: COMPRIMENTO E VELOCIDADE DO PRIMEIRO PASSO E PERCENTUAL DA DISTRIBUIÇÃO DE PESO ENTRE OS MEMBROS INFERIORES ANTES DE INICIAR O ANDAR. É IMPORTANTE NOTAR QUE NENHUM PARTICIPANTE APRESENTOU EPISÓDIO DE CONGELAMENTO DURANTE AS AVALIAÇÕES. DE MODO GERAL, OS PARTICIPANTES DIAGNOSTICADOS COM CONGELAMENTO DA MARCHA APRESENTARAM MENOR DISTÂNCIA ENTRE O CM-CP DURANTE O CONTATO DO CALCÂNEO À FRENTE E DURANTE A RETIRADA DO CALCÂNEO CONTRALATERAL DO SOLO EM RELAÇÃO AOS PARTICIPANTES SEM O DIAGNÓSTICO DE CONGELAMENTO DA MARCHA. AINDA, ESSES PARTICIPANTES SUSTENTARAM MENOR PESO CORPORAL SOBRE O MEMBRO QUE EXECUTOU O PRIMEIRO PASSO E APRESENTARAM PASSO MAIS CURTO E MAIS LENTO DO QUE OS PARTICIPANTES SEM O DIAGNÓSTICO DE CONGELAMENTO DA MARCHA. OS RESULTADOS DESTE ESTUDO SUGEREM QUE PESSOAS COM DP COM EPISÓDIOS DE CONGELAMENTO DA MARCHA UTILIZAM ALGUMAS ESTRATÉGIAS DIFERENTES PARA INICIAR O ANDAR, INDICANDO COMPROMETIMENTO NO CONTROLE DO EQUILÍBRIO CORPORAL.

Veja o artigo completo: PDF